quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Porque isto seria demasiado longo para conseguir passar a minha ideia no blog do SOG

O SOG fez, no blog dele (clicar para abrir), uma pergunta pertinente, que passo a citar: "os amigos não podem ser mais do que amigos e só se namora uma pessoa cuja amizade nunca atingiu um determinado nível?". E pelas respostas que lá vi, já vi que vou contra a maré :P

Oh minha gente, se não nos apaixonamos por amigos, apaixonamo-nos por inimigos, não?! Vamos lá ver uma coisa... Para o one night stand, para a queca ocasional e para as saídas quando o rei faz anos, é indiferente se a pessoa em questão é amiga, conhecida ou apenas boa "com'ó" milho - como diz o povo, em tempo de guerra qualquer buraco é trincheira :P

Mas para uma relação que se quer com futuro e com cumplicidade, a amizade não é a premissa essencial?! Vamos lá desconstruir isto... Consideramos que determinada pessoa é nossa amiga mediante vários factores, certo? Porque gostamos de determinados traços de personalidade, porque nos faz bem, porque nos sentimos bem com ela, porque nos divertimos com ela, etc etc etc. E pergunto eu, isso não são questões essenciais também para um namoro? Ou namora-se com quem se acabou de conhecer? É que depois aí surge a velha questão de querer mudar: a pessoa afinal não é nada daquilo que queremos numa relação e damos por nós a moldá-la à nossa medida. E deixamos de estar apaixonados pela pessoa X e passamos a estar apaixonados por alguém que nós criámos à luz do que achamos "certo". E agora eu pergunto, apaixonarmo-nos por alguém não é gostarmos dessa pessoa? Então o que é que nos dá o direito de a queremos mudar?

Eu não sei se estou a conseguir passar o meu ponto de vista com clareza, até porque explicar sentimentos é tudo menos fácil. Bem sei que há vários patamares de amizade. Mas estarei assim tão errado por acreditar que o amor / a paixão só surge depois de já existir uma amizade?

Pelo menos eu falo por mim... Olhando para o meu passado amoroso, vejo claramente que me fodi sempre que apenas segui o impulso. Impulso esse que, na maioria dos casos, derivou apenas de atracção / tesão / encantamento / algum interesse. Não é por acaso que a relação mais duradoura, mais cúmplice e que mais me fez crescer, foi aquela que derivou de uma grande amizade. Já falei aqui várias vezes dessa relação, por isso não vou alongar-me muito nessa questão. Digo apenas o seguinte: quando falo em grande amizade, era mesmo uma grande amizade. Daquelas em que falávamos todos os dias, daquelas em que se partilhava desde as coisas mais sérias às coisas mais parvas passando pelas coisas mais banais... E não, antes de nos apaixonarmos, não era mais do que amizade - dizia alguém no blog do SOG que quando a coisa pega fogo durante a amizade, era porque já havia fogo desde o princípio: não era o caso. Não sei dizer o que mudou nem quando mudou, não sei identificar quando é que me apaixonei por ela. Apaixonei-me e pronto... Mas até ao dia em que percebi que aquilo era mais que amizade, juro por tudo que nunca a tinha visto de outra forma... Aliás, ela era comprometida inclusive, e eu também até determinada altura!

Sim, é verdade que isto é um pau de dois bicos... A coisa pode correr mal e a amizade pode ir pelo cano abaixo. E, em relação a essa minha história passada, ainda hoje me dói ter perdido a minha melhor amiga - quem me conhece, sabe o quanto eu valorizo a amizade. Mas não me arrependo nem um bocadinho daqueles 2 anos e pouco de namoro! Fui feliz, cresci muito com ela (foi a pessoa com quem mais cresci, sem dúvida alguma)... Só se eu fosse completamente burro é que me poderia arrepender daquilo que vivi com ela... Naqueles 2 anos senti-me completo... Eu, que até então era muito instável emocionalmente, durante aqueles 2 anos nunca "olhei" para outra mulher (nem no sentido carnal nem no sentido emocional), nunca perdi o interesse por ela. E também soubemos levar a coisa: tínhamos noção que podíamos dar-nos muito bem como amigos mas não como namorados, então começámos lentamente e levámos a coisa ao nosso ritmo - no primeiro mês ninguém sabia da nossa história, estávamos a perceber se aquilo dava certo ou não... Só ao fim de um mês é que assumimos perante o mundo que estávamos apaixonados.

E há uma frase, dita por essa minha ex, que encaixa que nem uma luva neste post: "não há nada melhor do que ser amigo de quem se ama". As relações que derivam de uma grande amizade são as melhores... As mais cúmplices, as mais sólidas, aquelas que não abanam por qualquer merdinha. Não há nada melhor do que conhecer a pessoa com quem estamos - isto é importantíssimo, quer nas coisas do dia-a-dia, quer a nível sexual, etc, a todos os níveis mesmo.

Epá, se calhar sou um bicho estranho. Mas relação onde falte cumplicidade não é para mim... As verdadeiras bases de um namoro são a amizade, o companheirismo e a cumplicidade. E agora, pela primeira vez no blog, vou cometer uma inconfidência sobre a minha última relação: com a Lia, uma das coisas que eu sempre senti que nos faltava era a cumplicidade, e por isso abanávamos à mínima merda...

Eu vejo as relações como uma casa: não se começa a construir pelo telhado! Tem que assentar em pilares sólidos, em bases fortes... Uma relação cuja base seja a tesão ou o encantamento, acaba por ter os dias contados... Porque uma vida a dois não se pode basear apenas em fodas divinais - chega a altura de se viver junto e ao fim de pouco tempo a relação abana mais do que uma máquina de lavar roupa a centrifugar :P

Para finalizar o post, acho que muitas vezes se confunde conceitos, nomeadamente confunde-se amor com posse... Amar alguém é ser capaz de lidar com toda a bagagem que a pessoa traz, é ser capaz de gostar até dos defeitos, é querer ver a pessoa feliz - mesmo que não seja connosco.

32 comentários:

  1. Opa fiquei a saber que também devo ser um bicho estranho porque eu penso igualzinho a ti. Para mim não tem lógica apaixonar-me por alguém de quem não sou amiga primeiramente. Por isso mesmo não sou daquelas pessoas que acredita no amor à primeira vista, nem naquele "apaixonar" por pessoas com quem não se tem relação quase nenhuma (ou nenhuma mesmo). Como é que viu gostar de alguém com quem nunca passei bons momentos? Que nunca me fez rir? Apenas porque é agradável à vista? Não é isso que sustenta uma relação...
    Depois temos o outro lado da questão que também mencionas. O facto de amarmos alguém de quem somos amigos podemos por essa amizade em risco. Ou então quando acaba a relação, a amizade já não vai ser a mesma isto se existir alguma (também não acredito muito em amizade depois de um amor acabado). É sempre uma situação complicada...e falo por experiência própria claro, quem perde a amizade de quem preza por existir um amor não correspondido ou então porque só sentimos o click depois de tudo estragado. Porque dum momento para o outro dá-nos o click e não conseguimos perceber como chegamos lá. É estúpido.

    E pronto fico por aqui, que este comentário já vai longo. Isto tudo para dizer que concordo contigo e que sem amizade não há amor.

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    1. Também não acredito no amor à primeira vista. À primeira vista pode existir uma atracção, um encantamento, mas nada mais que isso. O amor vem com o tempo, antes dele vem a paixão e antes da paixão vem a amizade! A relação sustenta-se na cumplicidade e no companheirismo!

      É um facto que é uma faca de dois gumes. De várias formas:
      a) um dos amigos apaixona-se, o outro não retribui o sentimento, a coisa fica awkward e há um afastamento
      b) ambos se apaixonam, mas como namorados não conseguem ser compatíveis e a coisa começa a descambar... Once again, fica awkward e afastam-se...
      c) ambos se apaixonam, enquanto o namoro dura a coisa corre bem... Mas por algum motivo acaba mal... Aí, as mágoas levam ao afastamento... (foi o que aconteceu entre mim e a tal ex)

      Seja como for, acho perfeitamente possível que, no final de um namoro, fique a amizade. Desde que as coisas não acabem mal, claro. Obviamente que no início pode ser necessário fazer um certo "luto" à relação, e por isso é natural que inicialmente haja afastamento. Mas não é impossível manter a amizade. Eu mantenho grandes relações de amizade com 3 ex-namoradas.

      Concluindo: no amor não há ciências exactas, nem formas certas e erradas de nos apaixonarmos. Cada pessoa é uma pessoa, cada história é uma história. Em matérias do coração, nada é linear ;)

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    2. O amor é tudo menos linear. Tem muitas variantes que podem levar-nos por este ou aquele caminho.

      Quando digo que não acredito muito na amizade depois de acabar o amor, é porque comigo, pelo menos, nenhum sobreviveu ao tal luto como chamas. Eu também não sou uma pessoa fácil quando estou magoada e afasto-me de tudo e todos, especialmente do que me magoa ou perturba, se calhar não ajuda a manter a amizade, só se calhar :)

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    3. Claro que tudo depende da forma como a relação acaba. Se acabar de forma mais ou menos tranquila, de "comum acordo" (ou seja, ambas as partes percebem, sem rancor, que não dá mais) e por aí fora, após aquele "luto" inicial, é possível manter a amizade. Mas se as coisas acabarem de forma menos bonita, aí também acho que é impossível, porque fica sempre aquela mágoa (seja de parte a parte, ou apenas uma das partes).

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    4. As minhas acabaram da pior forma por isso é que tenho a opinião que tenho. Para agravar isso tal como disse no comentário anterior não sou uma pessoa fácil quando estou magoada. Mas já estamos a sair do tema do post propriamente dito :)

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    5. Compreendo-te bem. Quando estou magoado também levo tudo à frente.
      Aqui não há problemas com off-topic's, mas se preferires qualquer dia faço um post sobre as amizades depois das relações :P

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    6. O blog é teu, tu é que tens preferência sobre o que escreves :)

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    7. Mas gosto de debater ideias. E muitas ideias para posts surgem precisamente através de uma troca de comentários, seja aqui no meu tasco ou nos vossos :) Aliás, este mesmo post surgiu através do SOG :)

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    8. Eu sei. Então fazemos assim, se te apetecer escrever sobre a amizade pós-relação escreve, terei todo gosto em ler como a coisa poderá dar certo e aprender com os outros, neste caso contigo :)

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    9. Epá, também não me ponhas tamanha responsabilidade em cima, que eu não sou exemplo para ninguém :P
      Eu limito-me a passar para palavras os meus pontos de vista. Mas não sou exemplo para ninguém :P muito menos no que toca a relações, que aí sou mesmo um falhado...

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    10. Também não disse que eras um exemplo :P disse que aprendia alguma coisa contigo. Uma pessoa aprende sempre alguma coisa com os outros. Quanto mais não seja a ter a noção do que não fazer (não quer dizer que não o façamos na mesma, mas isso é outra história).

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    11. Sim, aprendemos sempre uns com os outros, eu também aprendo convosco nas trocas de ideias :)

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  2. Ó pá... Isto merece uma leitura cuidada e atenta, antes de qualquer comentário.

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  3. Se a vida fosse perfeita e cor de rosa, se não houvesse espinhos pelo caminho, não terias escrito " ainda hoje me dói ter perdido a minha melhor amiga". Se fossemos perfeitamente racionais ainda hoje teríamos esses amigos.

    Claro que tem de existir amizade numa relação. Não faz sentido se não houver.

    Aquilo que quis dizer no blog do SOG foi isto: amizade de toda a vida, desde brincadeiras de crianças, a colegas de mesa na escola, a tarde passadas a discutir as matérias para os exames nacionais... Até que passou ao namoro. Quase 16 anos depois, com amigos em comum, continuamos sem dirigir palavra um ou outro. Para onde foi a amizade?!

    A vida não é cor de rosa!!

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    1. Claro que há espinhos pelo caminho. Como eu disse ali em cima, em resposta à Inês, nada é linear. E logo eu, que não sou nada racional... Quanto à minha ex, digo que me dói ter perdido a minha melhor amiga, porque nunca mais me senti tão à-vontade com mais ninguém para desabafar certas cenas. Mas, sobre esse assunto, para não fazer aqui mais um wall-of-text, deixo aqui o link de 2 posts que escrevi, onde se calhar se percebe melhor o que se passou:
      http://kind-of-restless-soul.blogspot.pt/2014/10/a-explicacao-do-post-anterior-ou-o.html
      http://kind-of-restless-soul.blogspot.pt/2014/10/a-explicacao-do-post-anterior-ou-o_19.html

      Quanto à questão da amizade... Lá está, nada é linear. Mas numa coisa eu acredito, a/o tal de cada um de nós normalmente surge de uma amizade...

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  4. Assino por baixo. Se não há amizade, não vai haver amor que resista!

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    1. É precisamente isso que eu penso. A amizade é o pilar de qualquer relação amorosa!

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  5. Sabes a minha opinião porque já falamos disto muitas vezes :P Amizade para mim é o ponto principal numa relação. A amizade engloba TUDO. O Amor só traz o desejo, a paixão, a vontade louca de estar e ser com essa pessoa em união... para sempre. Quem faz a relação não é propriamente o Amor... é a Amizade. :)

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    1. É isso mesmo, a amizade é a base, sem dúvida :)
      A paixão traz o lado mais físico da coisa, e o amor eleva ao expoente máximo o lado emocional da coisa. Mas a grande base é a amizade. A amizade é que traz a confiança, a cumplicidade, o companheirismo, etc :)

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  6. Esse "SOG" só faz perguntas complicadas...
    O mesmo está a ler o teu post por partes... tu escreves muito, moço!! :)

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    1. Perguntas sem respostas certas :P como te disse no teu blog, não há certo e errado nesta questão, porque cada pessoa é uma pessoa e cada história é uma história.

      É, eu entusiasmo-me quando escrevo :P

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  7. Desculpa desde já se vou alongar-me mais do que devia. :P

    Sim, acredito que podes namorar com amigos ou com estranhos. Não há uma fórmula certa de dar certo e acho que todos sabemos bem como as relações entre pessoas podem ser difíceis e confusas.

    Acho que o problema é que vemos o amor e a amizade como duas coisas muito diferentes, quando na realidade não são. A amizade é um tipo de amor (os gregos lá tinham as diversas palavras para o amor, chamando Eros ao amor romântico e Philia ao amor chamemos "fraterno", a nossa amizade). A certa altura, em ambas as relações é segregado um composto químico que nos provoca a sensação de conforto, bem-estar, normalmente associada à confiança, que nos faz sentir bem ao pé tanto de amigos como de um companheiro romântico de longa duração.

    O problema é que nós somos mais que compostos químicos e temos não só a mania de complicar tudo, como às vezes, temos feitios que não são nada fáceis de conjugar. Por isso, a relação duradoura, tal como tu referes, necessita de amizade, confiança, cumplicidade. Acredito serem esses os valores que todos temos de ter e claro, uma boa dose de capacidade de cedência. É quase impossível uma relação funcionar se não houver cedências de ambos os lados.

    Agora, isso tanto pode ser atingido com amigos como estranhos. A atração que sentimos por outra pessoa é originada por um pico do nível de hormonas. Como um professor meu dizia, nessas alturas andamos à procura de parceiro sexual, e todos os nossos sentidos estão aguçados ao máximo. É quase como se estivéssemos em estado alerta, apesar de podermos não notar (se bem que às vezes nota-se e bem - é quando dizemos que a pessoa está "com as hormonas aos saltos"). Esse pico pode-te fazer notar no teu amigo, aquele que conheces durante toda uma vida, ou pode fazer-te notar num estranho. E o sucesso de uma atração ou de outra deve-se em muito às pessoas em si.

    Porque, se olhares em volta, vais ver que há pessoas que quando conhecem um estranho têm tendência de criar uma imagem que não corresponde ao que ele é no dia a dia, acabando esta última sempre por sugir mais tarde ou mais cedo. Há pessoas que por se sentirem atraídas por um amigo, vão-se retrair racionalmente tendo medo de perder esse amigo (e por causa disso muitas amizades são em parte destruídas). Há outras pessoas que ao sentir-se atraídas pelo amigo e serem retribuídas, sentem-se de tal forma à vontade que misturam situações e sentimentos, resultando na destruição da relação. Há pessoas que realmente precisam de um estranho para conseguirem ser elas próprias e destruir a máscara que usam tantas vezes no dia-a-dia.

    O humano é um bicho complicado e não há uma fórmula correcta. Pode ser amigo, pode ser estranho no início, mas para se manter é, no meu ponto de vista, essencial a confiança, cumplicidade, companheirismo e a cedência. Mas isso podem ser sempre construídos dia-a-dia. Por isso a minha resposta seria mesmo "depende das pessoas". Todos somos diferentes, mas como uma colega minha diz "há sempre uma tampa para cada panela". Provavelmente todos temos alguém que será o nosso perfeito imperfeito. A questão é se os encontramos e se conseguimos "encaixar" ;)

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    1. Antes de mais, nada a desculpar ;)
      Eu também sou de botar muita faladura, portanto é bom não me sentir tão sozinho nisso :P

      Como eu já disse num comentário, não existem formas correctas e erradas de nos apaixonarmos. Não há pessoas iguais nem histórias iguais. Cada caso é um caso. E, como eu disse no post, também eu já me deixei levar pelo impulso, pelo tal pico do nível de hormonas. Mas o que concluo é que para mim, Roger, isso é meio caminho para me lixar. Tem a ver com a minha personalidade. Já dizia a minha ex (a tal de que falo no post): "estranho seria se falasses muito do que te dói". Com ela falava, mas regra geral não falo... Para eu conseguir chegar a esse nível de partilha, é preciso atingir um nível muito grande de cumplicidade e intimidade - o que é raro. E por isso (e muito mais) é que sei que, comigo, para que uma relação funcione, é preciso que a base de amizade seja o mais sólida possível.

      Eu, no fundo, sou exactamente o oposto do que descreves no teu comentário. Dizes "Há pessoas que realmente precisam de um estranho para conseguirem ser elas próprias e destruir a máscara que usam tantas vezes no dia-a-dia.". Eu sou o oposto. Preciso que alguém consiga chegar a mim, para me mostrar sem filtros. Quanto mais próxima me for a pessoa, mais eu consigo falar sobre determinadas coisas ou mostrar determinadas coisas. Talvez porque sou tímido e desajeitado, e por isso não me sinto muito à-vontade com estranhos.

      Essa da tampa para cada panela... Como diz uma amiga minha, "então eu devo ser uma frigideira" :P

      PS - apenas uma curiosidade pessoal: tens formação em Psicologia? :P
      O teu comentário passa essa ideia :P

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    2. Não, não tenho formação em Psicologia. A minha formação é em ciências. Mas estranhamente às vezes parece que tenho um consultório que dá para tudo: corrigir trabalhos a pessoas de línguas, ajudar pessoas de saúde a entenderem artigos, discutir leis com advogados, traduzir artigos, formatar trabalhos, fazer trabalhos de informática e às vezes... e essa é a que eu acho mais caricata... até parece que dou consultas de psicologia a psicólogos. Enfim... Uma pessoa aparentemente tem de fazer de tudo xD Talvez um dia seja boa em alguma coisa específica :p

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    3. Ahahahah :P
      É que, por momentos, pareceu-me que tivesses formação em Psicologia, porque a forma como expuseste o teu comentário (toda a argumentação cientifica, digamos assim) soou-me algo familiar. Não que eu tenha formação em Psicologia, que não tenho. Mas a tal ex de que falo no post estava a estudar Psicologia na altura em que namorámos e às vezes eu ouvia esse tipo de coisas mais cientificas xD por isso é que me soou familiar xD

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    4. Sabes... os supostos "cientistas" e "psicólogos" tem algo em comum: um pirolito a menos. Mas confesso, os psicólogos em geral são muito piores. Eu conheci cientistas que eram pessoas totalmente normais; não me lembro de nenhum psicólogo que não tivesse um trauma qualquer, uma cena muito fora do normal. Não é que sejam boas pessoas, mas a longo termo é preciso estofo para lidar com eles. E o pior é que eles têm a mania de analisar tudo xD

      Por isso... Vê se arranjas alguém sem ser de psicologia. E se precisares que tenha um ou dois pirolitos avariados, vai à procura de artistas, que esses são despreocupados com quase tudo e a vida ao lado deles tem muito mais risos e muito menos análise :p (mas níveis acima do qb de frustação...)

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    5. Ahahah a minha ex dizia o mesmo :P
      Mas ela era equilibrada. Tinha as suas cenas, como toda a gente tem. A vida também não lhe tinha sido fácil, perdeu a mãe em bebé e cresceu só com o pai e com os avós, e por aí. Mas até era uma pessoa bem resolvida, até mais que eu :P Por isso é que digo no post que cresci muito com ela.

      E sou sincero, o facto de ela estar a estudar Psicologia até me ajudou. Foi ela que me foi ajudando a fazer o luto da perda do meu filho (que tinha ocorrido antes de a conhecer). Ela tinha a sensibilidade necessária para isso. Aliás, a Psicologia era sem dúvida a vocação dela.

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  8. Às vezes, há alturas da vida em que aparecem as pessoas certas para nos ajudar a avançar. Pessoas com alguma coisa para dar que é exactamente aquilo que precisamos (nem sempre o queremos, mas precisamos). Ainda bem que ela te apareceu :)

    E ainda bem que há gente a ir para cursos com vocação e não por achar que é o que dá mais dinheiro, ou que tem emprego ou whatever. Porque é deles que precisamos. Nem que seja para podermos descobrir a nossa própria vocação ;)

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    1. Sim, sem dúvida. Naquele caso, e naquele momento, era o que queria e o que precisava :)
      Foi até hoje a pessoa que mais me marcou.

      E sim, ela tinha de facto vocação. E não desistiu! No primeiro ano que tentou entrar, não conseguiu, só tinha conseguido Sociologia. Mas ela queria mesmo Psicologia, portanto fez melhoria e no ano seguinte entrou. E ela tinha mesmo vocação e paixão pela área (notava-se claramente que adorava aquilo).

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  9. Cheguei aqui pelo comentário no SOG.
    O que penso é que não há regras, que podemos começar pela atracção ou pela amizade, mas tem que haver depois, além da atracção, amizade e cumplicidade e já agora também respeito e admiração.

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    1. Antes de mais, bem-vinda aqui ao tasco ;)

      Como eu já disse, não há certo nem errado :)
      Depende de pessoa para pessoa. E eu falo por mim: quando a coisa parte de uma amizade, corre-me melhor :P
      Mas sim, concluis muito bem: respeito e admiração são essenciais :)

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