terça-feira, 19 de março de 2019

"Oh if you could see me now..."

Ressuscito este blog, neste dia (Dia do Pai) porque, desde que o perdi, este é provavelmente o ano em que mais queria tê-lo comigo...

Porque desde que o perdi, em 2015, que sinto que tenho que honrá-lo e honrar a educação que me deu. E foi aí que meti na cabeça que ia perseguir o meu sonho, que ia perseguir aquele que é o meu verdadeiro caminho: fazer música, criar música, viver da música. Desde então, esse tornou-se o meu principal objectivo. E agora, em 2019, estou tão perto de o conseguir! E só queria ter o meu pai por cá para saborear estas pequenas vitórias que vou conseguindo, dia após dia, na perseguição do meu sonho, da minha paixão, que surgiu na minha vida graças ao meu pai: foi ele - também músico na sua juventude - que me incutiu este amor e foi ele que me ensinou a tocar guitarra.

Pai, todas estas vitórias, são tuas também, e é a ti que as dedico!

"(...) Now there are days when I'm losing my faith
Because the man wasn't good he was great
He'd say "Music was the home for your pain"
And explain I was young, he would say,
"Take that rage, put it on a page.
Take the page to the stage.
Blow the roof off the place."
I'm trying to make you proud
Do everything you did
I hope you're up there with God saying, "That's my kid!"

I still look for your face in the crowd
Oh if you could see me now (Oh if you could see me now)
Would you stand in disgrace or take a bow?
Oh if you could see me now (Oh if you could see me now)

(...)

When I see my face in the mirror
We look so alike that it makes me shiver"

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Para o Roger do futuro (apenas um memo público)

Ressuscito este blog, momentaneamente e no último minuto de 2018, apenas para deixar um recado público a mim próprio. Para que nunca o esqueça, e para que nunca mo deixem esquecer: porque é público e nunca poderei desdizer estas palavras.

Roger de 2019 (e dos anos seguintes), lembra-te de nunca mais teres expectativas para um novo ano. Se o fizeres, lembra-te como foi o teu 2018. Os planos que fizeste e que foram todos, um por um, por água abaixo.

Despediste-te do teu trabalho, onde estavas há uma década, para perseguir um sonho há muito adiado, aquilo que realmente te faz feliz e te realiza. E o que acontece? Dias antes de abraçares uma nova vida, numa nova cidade, pufff… Tudo se desvanece… Duas operações depois, continuas no mesmo sítio, e sem vida profissional…

Queres correr atrás de quem gostas, abres o teu coração e dizes tudo o que sentes e que escondias há muito tempo. A nova vida que pretendes iniciar também te ajuda a correr atrás daquela que achas que pode ser a tal. A conversa corre bem, o ambiente fica fixe (ainda mais fixe do que estava), passas de 0% para 1% de expectativa, recuperas alguma auto-estima que estava algures perdida no tempo e acreditas que até podes estar “em pé de igualdade” com o resto do mundo para poder lutar. E o que acontece? Mal-entendidos, altos e baixos, palavras mal medidas, e puffff… Tudo se desvanece… Começaste o ano sem ela, mas bem com ela. Acabas o ano sem ela, e de forma estranha com ela…

No work, no girl, no money (kind of, vá… também não estou propriamente no limiar da pobreza, felizmente!), no new city, no new life… A subida foi grande, a queda ainda foi maior… Perdi as duas coisas que se afiguravam as mais importantes de 2018 – aliás, não perdi, porque nem sequer cheguei a ter… Nem sei o que é pior…

Termino o ano mais em baixo do que admito perante os outros – porque sou o palhacito de serviço que gosta de se mostrar animado, que não gosta de preocupar os outros, que supera as neuras sozinho. Mas, pela primeira vez em muito tempo, comecei a sentir-me a cair no poço outra vez… E quase ninguém sabe isto (se o lerem, vão saber agora lol), mas decidi que não podia ser… Que, por uma vez na vida, tenho que cuidar de mim. E procurei ajuda. Tive uma recaída no vício do tabaco (não fumava desde a passagem-de-ano 2014/2015), e fui a consultas de tabagismo, e recorri a fármacos para deixar o vício, outra vez… E decidi também procurar ajuda ao nível do meu bem-estar mental – porque se estou a fazer por ficar bem fisicamente, também quero uma mente sã num corpo são. Não é vergonha nenhuma pedir ajuda quando sentimos que não estamos bem, quando perdemos a alegria e a vontade de fazer as coisas que mais gostamos – e, no meu caso, fui perdendo vontades que, “em estado normal”, me são inaptas: criar música e escrever…

Termino o ano mais em baixo do que gostaria. Mas, ainda assim, melhor do que estava há 2/3 meses… Tenho ainda um longo caminho a percorrer, física e mentalmente, mas estou mais focado, mais motivado, mais confiante. Percebi que, ainda que nem sempre o consiga ver, tenho valor, sim! Tenho realmente valor, porra! Erro, como qualquer pessoa, mas tenho valor! Quero e mereço o melhor que a vida tiver para me oferecer! Com todos os meus defeitos, mereço! Foda-se, não sou má pessoa, não sou mau filho, não sou mau irmão, não sou mau tio, não sou mau neto, não sou mau amigo, não sou mau namorado (quando existe namorada), e muito menos serei mau pai (quando o for) – essa então é a minha maior certeza: ser pai é o melhor que vou conseguir ser na vida, é o que de melhor saberei fazer!

2018 foi difícil. E estou ansioso por deixar este ano para trás ASAP. Mas foi uma lição – as contrariedades da vida é que formam carácter! Preciso de me valorizar mais, de me permitir abrir a porta às coisas boas. E sim, também preciso de me sentir gostado… Digo-o isto em voz alta pela primeira vez: preciso de gostar e ser correspondido… Estou solteiro há muito tempo, e apaixonado sem ser correspondido há demasiado tempo… Ao fim de tanto tempo, já pouco importa se eu acho que ela poderia ser a tal, quando os factos estão à vista: ela não sente o mesmo. It’s time to move on. É tempo de, em vez de me fechar na minha concha e não permitir que ninguém entre nela, permitir-me, sei lá, conhecer pessoas. Permitir que me conheçam. Em vez de ter a porta trancada, deixá-la entreaberta.

Sim, não tenho vergonha de o dizer: estou solteiro há muito tempo, a solteirice é boa e fez-me bem, mas sim, já sinto falta de estar apaixonado e ser correspondido. Sinto falta de mimar e receber mimo, de planear uma vida a dois e mais tarde concretizá-la. Sinto falta de ter um brilho no olhar, e de ver esse brilho nos olhos de alguém. Sinto falta e não tenho vergonha de o admitir! E estar preso a uma paixão não correspondida, que nunca vai dar em nada, só me destrói… Preciso de conseguir voltar a sonhar que sim, posso construir uma vida a dois, uma família - e, mais do que sonhar, concretizar. Não posso continuar a sonhar com algo que nunca vai acontecer. Faltam-me as forças para continuar a lutar - e lutar para quê? Não posso continuar a sonhar com uma vida que sonhei no início do ano e que nunca vai acontecer, porque não estamos na mesma onda. Para mim, ela era the one. Para ela, sou um amigo - se é que ainda sou... Passaram-se tantas coisas nos últimos meses que já nem sei sequer se ela ainda me vê como um amigo... Anyway, viver no mundo da fantasia nunca fez bem a ninguém... Não posso continuar nisto...

Portanto, Roger de 2019 em diante, aprende a começar novos anos sem expectativas. Aprende a deixar a vida surpreender-te pela positiva. Aprende a deixar a porta entreaberta para as coisas boas. Deixa 2018 para trás, mas sem esquecer o que aprendeste com ele.

Vai com calma, mas vai, que o mundo é teu!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Um até sempre (*)

Por muito que gostasse de continuar por aqui, a verdade é que nos últimos dias percebi que, de facto, isto deixou de me fazer sentido. Depois de 2 meses de ausência, quis retomar, mas percebi que já não pertenço aqui. Já não tenho vontade de vir mandar umas bacoradas aqui para o tasco, já não tenho vontade de ler blogs, e bloggar deixou de ser um hobbie e um hábito (quase todas as noites vinha aqui, e agora é algo que não me apetece de todo). Não deixarei de escrever, pelo menos nunca durante muito tempo, porque escrever, isso sim, faz parte de mim e da minha vida. Mas essa escrita será porventura mais pessoal e menos partilhada seja com quem for.

Nas últimas duas semanas, tentei voltar. Mas não consegui. Porque já não é fluido, porque já não é natural. E porque eu próprio mudei nos últimos tempos... Ter perdido o meu pai no início do ano mudou-me, perdi uma grande parte de mim... E eu próprio já não me identifico com este blog, com muito do que já aqui escrevi, com muito do que já fui, com muito do que já sonhei. Mas, acima de tudo, acho que já não consigo partilhar o que sou, o que penso e o que sinto com a mesma leveza de outrora.

Gostei muito destes 8 anos por aqui, gostei muito das pessoas que conheci (e o meu e-mail continuará à disposição), mas o Roger El Blogger fica por aqui. Definitivamente. 2007-2015. The end.

Beijo/abraço,
Roger

(*) Like I said, o endereço de e-mail ali à esquerda continuará disponível, até porque não queria perder contacto com as pessoas fantásticas que conheci aqui.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Mudar é necessário...

Nunca fui de me dar pela metade - quando gosto, gosto; quando não gosto, não gosto. Sempre levei tudo muito intensamente, sem meios termos. Há quem considere isso uma coisa boa. Há quem considere isso uma coisa má. E eu considero....... Bah, a minha consideração depende dos dias. Ou, neste caso, das fases. Neste momento, estou numa fase em que considero baixo as defesas cedo demais. Já fui mais assim, é certo. Depois em 2010 levei um abanão que me fez perceber que as defesas são necessárias. Só que, aos poucos, a carapaça amoleceu novamente. E agora vejo que foi um erro.

Hoje constato que me exponho demais. E, mais que isso, cedo demais. Quando sinto empatia, deixo-me levar em demasia por esse sentimento e baixo as defesas mais depressa do que deveria.

Mas é com os erros que se aprende. E essa percepção vai ajudar-me a ser mais forte, certamente.

Sem expectativas, sem ilusões, sem esperar muito de ninguém. The new me.

PS - Ainda não considero estar de volta... Mais uma vez, vim só aqui ao tasco beber um copo e ver as vistas ;)

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Será que estou de volta?

Não sei, honestamente. Mas decidi passar por aqui, para ver se tinha voltado a fazer sentido.

Durante estes últimos 2 meses, não escrevi. Nada, rigorosamente nada. Na maior parte das vezes, porque me sentia bloqueado. Nas restantes, porque sabia que, ao escrever, a tendência seria para verbalizar coisas que eu só queria esquecer. E portanto foram 2 meses de ausência total, deste blog, dos vossos blogs, e de qualquer escrita.

Mas a verdade é que sinto umas saudades do carago. A blogosfera é viciante. Marcante, até. A blogosfera trouxe-me muita coisa boa, muita coisa menos boa, e muita coisa boa que depois se tornou menos boa. E a pausa tornou-se necessária. 

Até porque, nos últimos meses, eu mudei... Não digo que seja para melhor, porque provavelmente não será... Mas senti necessidade de passar a jogar mais à defesa... Ando em modo "fuga para a frente", porque não quero ter expectativas em relação a ninguém. Percebi que só saio magoado quando permito que me atinjam, quando permito que me conheçam, quando me permito baixar as defesas. Então decidi não as baixar... De certa forma, estou de volta a 2010/2011, mas sem a carga dramática da altura - apenas com a convicção que ser distante é a defesa que preciso neste momento... Percebi que as pessoas só me atingem se eu as deixar saber como me podem atingir. E percebi que era urgente interiorizar isso, para me permitir ser feliz no dia-a-dia, com as pequenas coisas do quotidiano.

Como eu disse a alguém há alguns dias, numa determinada circunstância, "estou emocionalmente indisponível". E basicamente é isso. Não estou disponível neste momento para grandes afectos, seja em relações ou até mesmo amizades de grande cumplicidade (excepto, claro, as que já existem - não virei propriamente parvo e frio). Não me sinto capaz de me dar a conhecer. E, por isso, a continuar na blogosfera, é possível que o meu registo de escrita seja diferente - inclusive estou a pensar se hei-de começar do zero, com outro blog...

Seja como for, ainda é prematuro dizer que estou de volta. Digamos que, por enquanto, vim só ver as vistas e beber um copo (e pagar um copo a quem ainda possa passar por cá :P). O resto? Logo se vê. Mas hoje decidi ceder à vontade de escrever - coisa que evitei conscientemente nos últimos 2 meses.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Possivelmente, o último desabafo deste blog...

2 meses, e as saudades não param de apertar, mais e mais, a cada dia que passa. Nunca "ninguém" (entre aspas, porque me refiro apenas a um sentido romântico-amoroso) me fez tanta falta, e isto, por si só, já é um feito, porque já bateu aquele que era o recorde dos recordes...

Não sei se isto é estúpido, ridículo, idiota, sem nexo, whatever. Sei, isso sim, que não arranjo uma explicação para isto. Sei que não faz sentido, que é demasiado estranho, isso sei... Mas duvido que, em assuntos do coração, algo faça sentido... Mas irrita-me não encontrar explicação para que, desta vez, nesta situação, nestas circunstâncias, me tenha batido tão forte. E irrita-me não estar a conseguir fechar o capítulo. Possivelmente, preciso de mudar o rumo da minha vida, fazer outras coisas, mudar hábitos, mudar rotinas, mudar tudo. Possivelmente, para fechar o capítulo, preciso de fazer um "extreme make-over" da minha vida actual. E isso inclui o blog...

Não sei se volto. Não prometo regressar, nem prometo fechar o blog para sempre - não gosto de prometer coisas que não sei se posso cumprir. E neste momento não estou em condições de garantir seja o que for. Mas a verdade é que, ao fim de algumas semanas de ponderação, percebi que esta decisão é a mais correcta neste momento. Não ando na blogosfera a 100% há várias semanas, ando desinspirado para escrever, ando sem vontade de ler e comentar. E, mais que isso, sinto que já não me consigo "entregar" ao blog: os meus posts andam mais vagos, sinto menos liberdade de escrita, não tenho sido ultimamente o "Roger El Blogger" que todos conhecem porque penso cada vez mais no que escrevo, racionalizo cada vez mais e sinto-me menos livre - e isso faz com que nem sempre escreva aquilo que realmente me apetece escrever. Sempre disse que andaria por aqui enquanto isto me fizesse sentido, enquanto realmente visse o blog como o meu "caderno de rascunhos", onde escrevo as minhas patacoadas e onde desabafo tudo o que nem sempre tenho coragem de desabafar com mais ninguém. E, neste momento, isto não me está a fazer sentido. Pode ser só uma fase, é certo, e é por isso que não garanto que este fecho seja definitivo. Mas é uma fase que já dura há demasiado tempo.

A todos que por aqui passam/passaram, um enorme obrigado. Pelos momentos de interacção, pela troca de opiniões, pelas picardias clubísticas, pelo apoio nos momentos difíceis, pelas gargalhadas e sorrisos que me proporcionaram. E, claro, não poderia deixar de agradecer especialmente às pessoas com quem criei mais laços, com quem tive mais interacção: ABT, Nix, Ana, Suricate, SOG, Homem sem Blogue, agri, Never Told Words, CM, Buxexinhas, Vânia Silva, Gi, Teresa Pestana, Mente Flutuante, Mustache, Catarina/Poppy, Ana Mar, blonde, Pequeniña, Inês, Lu, Sérgio - espero não me ter esquecido de ninguém.

Qualquer coisinha, o endereço de e-mail ali à esquerda continua à disposição. Não quero, de todo, perder os laços que criei aqui.

Não é um adeus, apenas um até breve. Mesmo que não regresse à blogosfera, espero continuar, de alguma forma, a fazer parte das vossas vidas. Quanto mais não seja, como leitor (não tão assíduo, but still...) dos vossos blogs :)

Tudo de bom para vocês.
Um abraço / beijo,
Roger

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Repost

Há pouco mais de um ano, escrevi um post que se enquadra perfeitamente no meu estado de espírito actual... E assim surge o primeiro repost deste blog: podem ler esse texto clicando aqui.

PS - Este blog continua em stand-by, até Setembro (ver este post - clicar para abrir)

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Memórias e recordações

Durante os primeiros 20 anos da minha vida, passei grande parte dos meus Verões na zona de Peniche. A minha família tem lá casa e, para além de irmos lá algumas vezes por ano, no Verão havia este ritual. Ia-se alternando, ao longo dos anos, o resto das férias noutros locais (Figueira da Foz, Nazaré, Lisboa, Algarve, zona da Serra da Estrela, etc etc etc), mas Peniche fazia sempre parte das férias de Verão. E que saudades que eu tenho desse ritual... Saudades do entusiasmo nos dias que antecediam as férias, entusiasmo esse que até tirava o sono na véspera. Saudades do entusiasmo da viagem, sempre a cantarolar. Saudades dos amigos que fiz, muitos ainda permanecem. E eu, que odeio despedidas, até tenho saudades daquele nó na garganta na hora de voltar para Coimbra (lembro-me especialmente das viagens de regresso na adolescência: ia calado, a ouvir música no discman, perdido nas recordações dos dias passados por lá).

E tenho umas saudades desses Verões... A despreocupação, a descontracção, o aproveitar de cada segundo... Hoje em dia, os meus Verões são passados a trabalhar (muito, diga-se de passagem). E às vezes bate aquela saudade de outros tempos, de quando a vida era fácil e sem grandes preocupações.

Parte da minha história de vida está ligada a Peniche. Foram muitos anos a ir para lá, muitas recordações que ficaram, muitas pessoas que conheci, muitos bons momentos. Foi lá que começou o meu primeiro namoro, foi lá que saí à noite pela primeira vez, foi lá que comecei a ganhar entusiasmo pelos desportos aquáticos (primeiro o bodyboard, depois o surf), foi lá que aprendi a andar de skate... Enfim, Peniche faz parte de mim.


PS - Este blog continua em stand-by, até Setembro (ver este post - clicar para abrir)

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Porque a nossa força é brutal

7 anos. Foram 7 anos de jejum total, no que toca a títulos oficiais. Mas 2015 trouxe um Sporting ganhador. Em pouco mais de 2 meses, somámos 2 conquistas: Taça de Portugal e Supertaça.

Quanto ao jogo, nada de especial a dizer. Ganhou a melhor equipa. Sim, ficou por assinalar um penalty a favor do Benfica, mas o árbitro errou para os dois lados: anulou, mal, um golo limpo ao Sporting, e perdoou a expulsão do Sílvio. Mas, ao longo dos 90min, o Sporting foi a equipa mais clarividente, com um plano de jogo, com ganas de ganhar. Não foi um jogo brilhante, mas foi um jogo intenso - talvez mais intenso do que se esperaria ao fim de 1 mês de trabalho. Acrescento ainda que, embora ainda me faça alguma comichão ver o Jesus no banco (já falei sobre isso aqui no blog), a verdade é que o futebol do Sporting já tem um perfume diferente. Já se nota a mãozinha de Jorge Jesus. E claro, facilita ter bons executantes: Naldo está a surpreender, bom central; Paulo Oliveira está a confirmar, dou no máximo 2 anos até ser titular indiscutível da Selecção; João Mário está feito um senhor jogador; Téo Gutierrez e Bryan Ruiz são excelentes contratações (e Aquilani, à partida, também será, mas esse ainda não vestiu a verde-e-branca); Mané mexe com o jogo, se for aposta constante pode ter um crescimento brutal nas mãos de JJ; Carrillo, é para renovar ASAP (ou então vendê-lo, para não o perdermos a custo zero em Janeiro). Enfim, já há largos anos que não iniciava a época tão entusiasmado e expectante!

Uma última nota... Como já referi em Junho, aquando a novela JJ, só pela azia dos lampiões, a contratação já valeu a pena. Ver os programas desportivos é, neste momento, melhor do que ver stand-up comedy. É tanto melão (dizem que são 12 milhões de melões...)! Ainda há uns dias me fartei de rir com a azia do Diamantino Miranda, na RTP Informação. Alguém leve o homem ao médico, sff, que tanta azia vai rebentar-lhe com o estômago!

PS - Este blog continua em stand-by, até Setembro (ver post anterior).

terça-feira, 4 de agosto de 2015

De volta...ou talvez não...

I'm back.

Foram poucos dias, fui em trabalho, mas ainda assim, sair da rotina fez milagres. Consegui afastar a nuvem negra que teimava em acompanhar-me, consegui distanciar-me dos pensamentos menos positivos, consegui relaxar. E, melhor ainda, consegui fazer algo que já não conseguia fazer há quase 5 anos: compor. Numa noite de insónias, escrevi a letra, no dia seguinte fiz o arranjo na guitarra. É, provavelmente, das músicas mais "lamechas" que já fiz, mas serviu de catarse.

Acho que, apesar do cansaço do trabalho, venho revigorado. Mais fresco das ideias, mais calmo (comigo próprio e com o mundo), e mais conformado em aceitar aquilo que não posso mudar. Não canto vitória antes do tempo, porque me conheço e sei que as coisas levam o seu tempo, mas acho que estou a encontrar o caminho certo. Tenho que contrariar esta minha tendência de ficar a marrar na parede ad eternum!

No meio disto tudo, a blogosfera... Antes da minha ida, disse aqui que estava a ponderar a minha continuidade na blogosfera. E assim continuo: a ponderar... Por um lado, sinto-me a perder a pica e a motivação. Por outro lado, escrever é, a par da música e do surf, uma das minhas terapias. E bloggar tornou-se um vício... Só que... Tudo na vida tem um timing, tudo na vida tem um início e um fim, e eu ainda não consegui perceber se esta é a altura certa para pôr um fim ao blog.

Enfim... Enquanto não me decido, vou aparecendo... Com menor regularidade, até porque o mês de Agosto é sempre trabalhoso e a disponibilidade é bastante reduzida. Mas vou dando sinais de vida. Mas uma coisa é certa: enquanto não me sentir motivado, não vou forçar a minha presença aqui. Vou escrevendo sempre que tiver vontade, até poderei dar continuidade às rubricas (até para isto não ficar completamente ao abandono), mas não me vou obrigar a vir "picar o ponto". Por isso, peço desde já desculpa e compreensão por me desleixar da leitura dos vossos blogs, mas acho que preciso mesmo de uma pausa disto.

Posto isto, informo que, a partir de hoje, o blog vai estar em stand-by, pelo menos até Setembro.
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