segunda-feira, 3 de agosto de 2015

BSO da Semana #24

Capital Cities
"Safe And Sound"



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sábado, 1 de agosto de 2015

Suspiro do Mês #23

À primeira vista, pode parecer mais novinha do que realmente é, mas irá completar 24 anos em Novembro. É actriz e é gira como tudo.

Shailene Woodley













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quarta-feira, 29 de julho de 2015

The Illusionist

Ya, ya, shame on me, que só vi esse filme agora. Passemos à frente desse pormenor :P

De facto, é incrível como é que eu, confesso entusiasta do ilusionismo, nunca tinha visto este filme. Mas vá, em minha defesa, convém esclarecer que andei desligado da 7ª arte durante uns tempos e que só retomei a "pancada cinematográfica" há cerca de uns 3 anos.

"The Illusionist" é um filme brutal. Bem ao meu género, com alguns plot twists, bem interessantes por sinal - embora alguns sejam algo previsíveis, é um facto. Mas um filme que mete suspense e magia, tem todos os ingredientes para me prender por completo.

O filme conta a história de Eisenheim, um famoso e poderoso ilusionista, cujos espectáculos deixam os habitantes de Viena boquiabertos. Só que, num desses espectáculos, o mágico reencontra a sua paixão de infância. E este é o mote para 2h de um filme que nos prende até ao último segundo.

Recomendo? Sim, sem dúvida. Sobretudo para quem é fascinado pela arte da magia. Ainda assim, considero que o "The Prestige" (do grande Nolan) é superior.

"The Illusionist"
Director: Neil Burger
Starring: Edward Norton, Paul Giamatti, Jessica Biel, Rufus Sewell, Eddie Marsan, ...
Genre: Drama, Mistery, Romance
2006



PS - Por motivos de trabalho, estarei ausente até ao início da próxima semana. O que só me vai fazer bem, acho eu... Mudar de ares, ter a cabeça mais ocupada ainda... Acho que estou a precisar disso. Ando cansado e sem paciência - o que acaba por se reflectir aqui, uma vez que não tenho lido blogs com muita frequência... Aliás, neste momento, ando a ponderar seriamente a minha continuidade na blogosfera... Há muita malta a fechar blogs ou a deixá-los ao abandono, e no meio disso tudo, eu próprio começo a perder um bocado a pica... Enfim... Por todos os motivos e mais alguns, acho que sair da rotina por uns dias, ainda que em trabalho, só me vai fazer bem, para pôr as ideias no lugar... Cya!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Para ser um bom par, primeiro tens de ser bom ímpar

Pergunto-me: que paixão é esta? Que me consome... Que me domina... Que me desgasta... Que me sufoca... Que me aperta o coração... Que me tira as forças...

Não sei. Nunca o soube. E continuarei sem saber. Nem tudo na vida é explicável, nem tudo na vida segue um raciocínio, nem tudo na vida tem lógica. Há coisas que acontecem sem que saibamos como ou porquê. Às vezes é só porque sim, às vezes é só porque não... Bicho estranho, o coração... É um bicho com vontade própria e difícil de contrariar...

Um ano... Um ano é muito tempo. Demasiado tempo, até. Demasiado tempo para se ser refém de um sentimento que não tem pernas para andar. Odeio estar nesta apatia, nesta descrença, nesta inquietude.

No meio disto tudo, o que mais me irrita é a psicologia do costume: "precisas é de uma gaja", "tenho uma amiga que ias gostar de conhecer", e por aí fora. Minha gente, eu preciso é de sossego. E esquecer alguém com outro alguém é tão mas tão errado: normalmente não resulta, e, por acréscimo, traz uma carrada de danos colaterais (por exemplo, acabas por magoar alguém que não merece). Não, recuso-me a cometer esse erro outra vez! A pressa é inimiga da perfeição, o tempo acaba por cicatrizar tudo... Neste momento, dispenso ralações relações. Obviamente terei os meus momentos de maior carência, e aí um gajo resolve: um caso, uma amizade colorida, um one night stand, o que for. Mas namorar? Naaaa... Neste momento, não estou para aí virado, só quando der aquele click a sério... Como diz a música "Antigamente" do DNG (clicar para ouvir), "antigamente apaixonava-me por gostarem de mim, hoje se me apaixonar deito um foguete por ti". É por aí...

A vida seguirá o seu rumo, como sempre. Mais tarde ou mais cedo, a vida continua. E eu aprendi que de nada valem as pressas - nesse aspecto, acho que tenho vindo a amadurecer, acho que estou mais tranquilo. Aprendi a aceitar que as coisas acontecem a seu tempo e que às vezes é mais difícil esquecer alguém, mas que o tempo há-de curar tudo. 

Mas aprendi algo mais importante ainda: antes de ser um bom par, há que ser bom ímpar. A solteirice não é uma maldição! A solteirice tem tantas coisas boas... Estou descomprometido há mais de 1 ano, e se chegar descomprometido ao final de 2015 será um "recorde" absoluto: um ano civil completo sem ter namorada. E, à parte do coração partido, tem sido bom estar na minha própria companhia. Estou a aprender a ser um bom ímpar, para na próxima vez ser um melhor par. Tenho cada vez menos pressa, tenho cada vez menos ansiedade. Acho que estou no caminho certo. Só falta conseguir desapaixonar-me...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

BSO da Semana #23

Um grande músico português, infelizmente pouco reconhecido e pouco valorizado...
E esta é daquelas músicas que ficam no ouvido!

Gomo
"Come Say You Love Me"



Post agendado 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O melhor pai do mundo...

No espaço de duas semanas, sonhei três vezes com o meu pai...
Não sei se é por me sentir meio à deriva e, por isso, acabo por procurar conforto no meu inconsciente, mas a verdade é que não é habitual eu lembrar-me dos sonhos com clareza, e desta vez isso tem acontecido...
Não há um dia em que eu não me lembre dele, não há um dia em que ele não me faça falta... E não há dia em que eu não relembre aquela fatídica tarde... De folga, em casa, com mais 2 colegas, a ouvir música e a bloggar, quando me toca o telemóvel. Era o meu irmão mais velho... Estranhei logo, uma chamada àquela hora - hora laboral - não é habitual. "O pai faleceu"...  A partir desse momento, na minha cabeça o resto desse dia é praticamente inexistente, todas as memórias são nubladas... Fiquei num estado tal que já não sei o que fiz... Sei que fiz a mala para ir para a casa, mas não me lembro de a fazer, por exemplo...

Aqueles dias... Foram um pesadelo... Não vi o corpo do meu pai, não fui capaz de o fazer - e o facto de me terem dito que não estava nas melhores condições (e daí se ter fechado o caixão) facilitou a decisão de não querer ficar com aquela imagem como a última do meu pai... Epá, um gajo sabe que os pais não duram para sempre, a única certeza que temos na vida é que todos morremos, mas nunca se está preparado para isto. O meu mundo ruiu naquele dia... Nunca mais nada será igual... Ficou tanto por fazer, ficou tanto por dizer...

Quando fui a casa, no meu aniversário, encontrei uma antiga vizinha que já não via há muitos anos. Diz-me ela: "estás tão parecido com o teu pai". E a verdade é que olho-me ao espelho e vejo a imagem do meu pai, a mesma imagem que via nas fotos dele quando era novo... Nunca esquecerei o meu pai, mas, nem que quisesse, isso seria possível: basta ver-me ao espelho.

Tive um grande pai. Um pai que será o meu exemplo a seguir quando eu tiver filhos.

Foste o melhor pai do mundo. Sê-lo-ás sempre.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Voltar com ex

Desculpem a comparação escatológica, mas eu considero que, na grande maioria dos casos, voltar com uma/um ex-namorada/o é igual a vomitarmos e comermos o nosso próprio vomitado. A visão não é bonita, pois não? Nas relações também não! Se a coisa não correu bem à primeira, também não acredito que corra bem à segunda. Acho que tudo na vida tem um tempo certo, e as coisas acontecem porque em determinada altura havia predisposição para tal. Mas a verdade é que muitas vezes apanhamos os comboios errados. Então porque é que havemos de insistir nesses comboios?

Eu só acredito que, eventualmente, possam existir segundas oportunidades nas relações quando elas não acabam nem por falta de amor, nem por faltas de respeito (traições, mentiras, insultos, violência, etc), nem por estar a correr mal. Porque sim, há relações que acabam por circunstâncias da vida (distância, por exemplo)... E eu que o diga, porque já passei por isso. Foi uma relação que, em primeira instância (e digo isto porque, depois de acabarmos, a coisa descambou), não acabou por falta de sentimento (éramos doidos um pelo outro) nem por faltas de respeito (é das poucas ex por quem eu sou capaz de meter as mãos no fogo em como nunca me traiu e nunca seria capaz de o fazer - porque lhe reconheço carácter!). Uma relação que acabe por circunstâncias da vida, à partida não acaba mal. E por isso, aí sim pode haver margem para uma segunda tentativa, se o sentimento perdurar no tempo. Mas estes casos são raros, raríssimos. Arrisco-me a dizer que voltar com uma/um ex é, em 95% dos casos, cometer um grande erro (muitas vezes, até é cometer o mesmo erro pela segunda vez).

Mas não podemos escamotear o facto de o amor nos cegar... Quantas vezes já travámos batalhas entre o coração e a razão? Há sempre aquele momento em que a cabeça nos diz "isto é tão errado!" e nós fazemos orelhas moucas a esse aviso... Por isso é que já (quase) todos demos por nós a lutar por uma relação que já estava mais que morta e enterrada, mas na qual nós insistíamos numa reconciliação. Não tenho problemas nenhuns em admitir que já o fiz. Porque, como já disse aqui no blog, eu tenho um sério problema com desistências: odeio a frustração de ter que admitir que está na altura de baixar os braços. E deixava-me cegar pelos sentimentos. Hoje, olho para trás, para todo o meu percurso amoroso, e, de cabeça fria, reconheço que essas lutas não valiam a pena, já estavam num ponto de não retorno.

Por isso, se hoje me perguntarem se eu seria capaz de voltar com alguma ex, digo peremptoriamente que não. Com nenhuma. Motivo número 1, comum a todas elas: já não estou apaixonado por nenhuma, portanto não havendo sentimento também não há motivo para andar a arrastar fantasmas do passado. E depois, porque hoje sei que nenhuma delas era "a tal". Houve uma que talvez tenha andado perto de o ser, e daí ter andado 2 anos a lutar para voltarmos (a tal de que falei atrás, da relação que acabou por circunstâncias da vida). Mas hoje, a frio, sei que seria um erro. Como dizem os Xutos, "o que foi, não volta a ser". Nunca seria igual. E como deixámos de fazer parte da vida um do outro, perdeu-se toda a amizade e cumplicidade que se tinha. Se nos voltássemos a cruzar agora, seríamos dois perfeitos desconhecidos, porque já passou muito tempo e as nossas vidas foram seguindo o seu caminho.

Concluindo... Ao longo da minha vida, fui aprendendo a reter esta lição: não há nada que justifique ficar preso ao passado. Claro que todas as relações passam por um período de luto, que é normal e saudável, mas há que seguir em frente. Se não resultou, é porque aquela pessoa não era a pessoa certa para nós. E como tal, temos que alargar horizontes para que haja espaço para a pessoa certa surgir.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

BSO da Semana #22

Esta rubrica vem com 2 dias de atraso, mas cá está...

Patrice
"New Day"



"To a new day
Gotta try my luck
And I will not give up
Will not give up
I'll pick myself back up"

Post agendado

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Pela boca morre o peixe...

Oh, as incongruências da vida...
Quem nunca disse a mítica frase "não volto a sofrer por ninguém" aquando um desgosto amoroso? Pois que é só apaixonarmo-nos novamente e lá temos que engolir essas palavrinhas... 

Shame on me: eu sei que a culpa é minha, que me torturo à toa - no fundo, acho que faz parte do meu processo pessoal de recuperação, antes de ultrapassar acabo sempre por ter que passar primeiro por esta fase... No fundo, esta é a fase das saudades. A fase em que se põe em causa se a decisão tomada foi a mais correcta ou a mais errada possível. A fase em que tão depressa se pega no telemóvel por impulso do coração, como se atira o telemóvel para cima da mesa/cama/whatever por impulso da cabeça. A fase em que, ao bater a saudade, se tenta atenuá-la com registos do passado, com aquilo que te fez apaixonar - só que é fodido, porque acabas por te apaixonar mais um bocadinho: consegues achar ainda mais piada às piadas, ficas ainda mais derretido com as picardias, e por aí fora... 

Enfim, enquanto não desligo o chip, ando aqui em loop emocional... Isto só me faz mal, eu sei. Mas eu não sei ser de outra forma, não sei não ser intenso, não sei "gostar mais-ou-menos" nem "gostar assim-assim"... Quando gosto, gosto com tudo, gosto com as entranhas, gosto como se hoje fosse o último dia da minha vida. E demoro a desligar o chip... Demoro a conformar-me: como é que já fomos tanto (mas não tanto como eu desejaria), e hoje somos tão pouco (ou tão nada)? Como é que nos perdemos (em termos de cumplicidade) tão depressa e, à partida, sem motivo aparente? Dou por mim a desejar nunca ter aberto a boca, nunca ter dito o que sentia... Preferia contentar-me com "pouco", do que agora não ter nada.

Acho que ela nem consegue imaginar o bem que me fazia. A sensação de leveza, de bem-estar, de tranquilidade, ... Isto vai soar estúpido, provavelmente, porque nunca houve nada para além de uma grande amizade e cumplicidade diária, mas naqueles 4/5 meses antes de tudo começar a desmoronar, eu senti-me feliz como já não me sentia há muito tempo. Houve, de facto, uma empatia, uma cumplicidade, uma partilha diária... Só me tinha sentido tão ligado a alguém uma vez na vida, e pensei que desta vez pudesse ser "for real", uma vez que foi até mais imediato. Foi um click diferente... Será mesmo que fui eu a ver os sinais errados? Ou será que quando eu abri o jogo, os medos levaram ao recuo? Não sei, não consegui respostas a todas as minhas dúvidas. Mas, desculpa, não me convenço que quem me trata por "crushzinho" durante meses depois diga "só te vejo como amigo". Ou então sou eu que sou um tipo estranho, por não tratar assim as minhas amigas, partindo do princípio que não sinto rigorosamente nada por elas...

Por outro lado, não quero focar-me nisso. Não agora. Prefiro mentalizar-me que nunca tive hipóteses. Porque se fico a achar que tive 1% que fosse de hipótese (em determinada altura - Verão passado), vou sentir-me desiludido... Desiludido por isso não ter sido admitido, e desiludido por se ter preferido ignorar do que tentar - ou pelo menos, deixar fluir. E como não quero sentir desilusão, não quero pensar nisso. Prefiro sentir-me grato por me ter sentido realmente vivo naqueles meses.

Há muito tempo que ninguém conseguia atingir-me desta forma... Tão cá no fundo, com tanta força. Depois da minha fase "fundo do poço", ergui muitos muros à minha volta, muitas defesas. E ela conseguiu derrubá-las todas, uma a uma... Confiava ela como já não confiava em alguém há muito tempo. Com ela, era completamente eu próprio, com as minhas forças e com as minhas fragilidades, com as minhas qualidades e com os meus defeitos, com tudo aquilo que eu sou. Se calhar não fui suficiente. Se calhar não lhe chego. Se calhar ela precisa de mais. E é por isso que eu tenho que ser mais teimoso que o coração e tenho que ultrapassar isto. Saio com a consciência tranquila... Nem sempre fui assertivo, nem sempre fiz o mais correcto, nem sempre agi bem. Mas fui o melhor que pude naquele momento (nunca nos podemos dissociar das circunstâncias, e a verdade é que este 2015 tem sido durinho). Fui genuíno, fui sincero e fui à luta. E, para mim, isto é o mais importante.


PS - Esta segunda-feira, não há a rubrica "BSO da Semana"... O meu espírito não está muito musical...

sábado, 18 de julho de 2015

É o que dá hoje ter tido ao colo uma criança de meia dúzia de meses...

No meio de tudo o que faço bem, ou que possa vir a fazer bem no futuro, acho que aquilo em que poderei ser melhor é ser pai... A sério, acho que, por muito bom que algum dia possa ser em alguma coisa, o melhor que serei é pai. Tenho, desde sempre, essa vontade. Mas tenho noção de dois momentos na minha vida que aguçaram mais essa vontade: quando estive para ser pai, e depois quando estive numa relação em que este era um desejo muito grande (e acho que só não sucumbimos à vontade porque ela estava na Universidade - eu já trabalhava - e o bom-senso sobrepôs-se). Desde então, o bichinho de ser pai foi ficando cada vez mais forte.

Será, muito provavelmente, a minha maior realização pessoal, quando acontecer.

Mas, ainda assim, tenho os meus receios... E se eu falhar? E se eu não for um pai paciente e atento? E se eu não souber educar? E se eu não souber brincar? E se eu não estiver lá nos momentos mais importantes das vidas dos meus filhos? Tenho medo de falhar como pai... Mas sei que, quando acontecer, vou dar o meu melhor. E os meus filhos passarão a ser a minha grande prioridade.
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