quinta-feira, 26 de junho de 2014

"Hoje eu não sei, mas vou descobrir..."

"Hei-de um dia ser alguém
Não a qualquer preço
Estás cá tu para lembrar
Tudo o que eu me esqueço
Hoje eu não sei mas vou descobrir
O que é que eu faço aqui"


Às vezes é preciso parar para pensar. Pensar no que somos, no que queremos, no que nos move, no caminho que queremos traçar. Às vezes é preciso parar para pensar no que é que fazemos aqui. Às vezes é preciso tentar rotas alternativas. Às vezes é preciso olhar para nós de fora, colocarmo-nos do outro lado, ver as coisas de outra perspectiva. Às vezes é preciso fazer uma reflexão, uma introspecção, não ter medo de olhar para as profundezas do nosso ser.

Nem sempre sei o que quero (mas vou sabendo cada vez mais e melhor). Mas sei sempre o que não quero. Já é um bom começo, digo eu...

Hoje estou nostálgico, pensativo, introspectivo. Hoje precisava que se conseguisse ler nos meus olhos aquilo que eu não consigo dizer por palavras... Hoje precisava de me sentir mais leve, de tirar dos meus ombros alguns pesos que carrego... Hoje precisava de saber que "hei-de um dia ser alguém"... Hoje precisava de saber "o que é que eu faço aqui"...

terça-feira, 24 de junho de 2014

O que vos dizem os meus olhos?

Ainda na sequência do desafio...
Houve uma amiga que, ao ler as minhas respostas às vossas perguntas, me disse "és tu, sem tirar uma vírgula" e que sugeriu ainda que, na pergunta "o que dizem os teus olhos?", eu podia ter colocado uma foto dos meus olhos.
E como eu não sou de recusar desafios, cá vai.
O que vos dizem os meus olhos?


PS - Foi complicado arranjar uma foto decente, para poder cortar. Porque ou ficavam um bocado imperceptíveis ou eu estava de olhos fechados xD é, eu sou a coisa menos fotogénica que possam imaginar, e como tal, é complicado fotografarem-me sem que eu já esteja com álcool no sangue e a fazer disparates :P não sendo uma grande foto (e tendo uma história engraçada por trás, que não vou contar para não influenciar as vossas respostas), foi o melhor que se arranjou :P

segunda-feira, 23 de junho de 2014

E depois disto, teremos Europeu certamente. Espanha e Inglaterra vão lá estar, Portugal está quase lá também...

Ver o jogo da Selecção valeu pelas cervejas, pela companhia presencial e pela companhia via telemóvel. Ponto. Análise mais completa, fica para depois. Que agora a vergonha, a humilhação e a raiva ao Paulo Bento falam mais alto. Isto está a ser pior que em 2002, é só o que me apraz dizer.

sábado, 21 de junho de 2014

Desafio - 7 anos como blogger: as respostas! (parte II)

A continuação do desafio ;)
A primeira parte está no post anterior! 

O que ganhaste ou perdeste em 7 anos de Blogger?
Começo por aquilo que acho que é a melhor parte da blogosfera: as pessoas. Ganhei na minha vida a possibilidade de conhecer gente fantástica, gente boa onda, com quem tenho contacto extra-blog. Ganhei amigos, porque há pessoas com quem desenvolvi DE FACTO uma amizade.
Ganhei um gosto ainda maior pela escrita. Desenvolvi o meu espírito crítico, desenvolvi o meu raciocínio. Também aprendi a ver certas coisas de uma outra forma, ganhei novas perspectivas da vida, ganhei novos conhecimentos.
O que perdi... Se perdi é porque não era assim tão importante :P perdi seguidores ahahah :P
Agora mais a sério... A única coisa que considero ter perdido foi alguma privacidade quando tive que expor uma situação pessoal de uma forma que teve de ser agressiva, devido a um ex-namorado da minha ex-namorada. E naquela altura tive que me expor da pior maneira possível porque a situação assim o exigia.

O que dizem os teus olhos?
Para não cair nos clichés de "dizem a verdade", "dizem que sou feliz", "dizem que sou leal", etc (embora também fossem respostas aplicáveis, porque seriam verdadeiras), prefiro responder de forma diferente, não sou de frases feitas :P
Os meus olhos dizem que quero ser cada vez mais e melhor. Que luto diariamente para ser uma pessoa melhor, para aprender a minimizar os meus defeitos, para aprender a moldar-me, para aprender a valorizar-me mais. Dizem que quero ser protagonista da minha própria vida, que nunca me contentarei em ser um mero espectador. Dizem que, se calhar, é por eu ser um bom soldado que acabo a lutar nas mais duras batalhas. Dizem que, por mais vezes que eu vá ao tapete, só não me levantarei no dia em que morrer mesmo. Dizem que sou grato, muito grato mesmo, pelas pessoas fantásticas que tenho na minha vida. Dizem que sou determinado, apaixonado, que o coração está na linha da frente em tudo o que me meto. Dizem que sou um sonhador, por vezes demasiado ingénuo, mas "quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita". Dizem que depois de tempos conturbados, começo a voltar à tranquilidade. Dizem que viver vale a pena se incutirmos em nós as ferramentas necessárias para não nos limitarmos a sobreviver.

O que é que te atrai numa mulher?
Como não especificaste a questão, não sei se te referes ao lado físico, à personalidade, ou a ambos. Por isso, vou dar a resposta completa :P
Acima de tudo, o carácter. A dignidade, a honestidade, a genuinidade, o bom coração. Uma mulher oca de valores, por mais bonita que seja fisicamente, não me diz nada.
A inteligência atrai-me. É sexy. E quando falo de inteligência, não falo em crânios, em supra-sumos, em sobredotadas, obviamente! Mas gosto de uma mulher que saiba falar, que saiba escrever, que tenha cultura geral, com quem se possa falar um pouco de tudo. Com quem se possa estar a conversar horas a fio, sem faltar tema de conversa.
O sentido de humor é essencial. Eu sou um bocado "palhacito" sobretudo nos dias em que estou mais inspirado para a brincadeira e gosto de mulheres que saibam rir-se de tudo incluindo de si próprias. E adoro que me façam rir.
Gosto de mulheres que não tenham "problemas" com afectos, com demonstrações de carinho, com "lamechices". Sou um gajo de afectos.
Gosto de mulheres lutadoras. Que se fazem à vida, que lutam contra a inércia, que não esperam que as coisas lhes caiam do céu. Com garra, com atitude.
A nível físico... Não sendo obviamente requisitos essenciais (e tanto não o são, que já tive namoradas fisicamente bem diferentes das características que mais me captam a atenção), sou mais dado a morenas, altas, de olhos escuros. E um sorriso bonito atrai-me na hora :P adoro sorrisos genuínos, gargalhadas espontâneas. E um sorriso bonito aliado a um olhar verdadeiro e transparente mata-me logo :P

Porque criaste um blog?
Sempre gostei muito de escrever. Desde cedo que escrevo muito, para mim e não só. E acho que criar um blog foi um passo natural, digamos assim, dado esse gosto (quando ainda não era moda ter um blog, quando ainda ter um blog não era um negócio como já se começa a ver tanto por aí). Quis partilhar com as pessoas que me rodeiam alguns pensamentos, algumas reflexões, alguns momentos mais criativos. E depois começaram a aparecer os seguidores, mas durante muito tempo fui lido apenas por pessoas da minha esfera pessoal.

Que diferenças existem entre o blogger de há 7 anos e o blogger de hoje?
Muitas. Para já, porque se passaram 7 anos e a pessoa por detrás do blogger cresceu, amadureceu. E isso reflecte-se inevitavelmente na escrita, quer na forma quer no conteúdo. Há um lado humano por detrás do blogger que é impossível dissociar. O crescimento faz parte da vida. E eu olho para textos mais antigos tal como qualquer adulto olha para as redacções que escrevia em criança ou enquanto adolescente, no fundo é isso :) Mau seria nada ter mudado nos últimos 7 anos ;)
Depois, ao nível da comunicação (ou seja, falando puramente do lado blogger), também existem muitas diferenças. A minha forma de escrever evoluiu, isso é notório. Expresso-me melhor, de forma mais coerente. Consigo ter um conteúdo mais vasto, escrevo sobre os mais variados assuntos. E isso também levou a uma evolução do meu espírito crítico. Sou sem dúvida melhor comunicador e consigo pôr-me cada vez mais em palavras.

O que te inspira a escrever?
Tudo. O mundo. A vida. A actualidade. O desporto (em especial o futebol). Os sentimentos. O amor. A amizade. O carinho. A admiração. A raiva. A desilusão. As banalidades. O insólito. O caricato. O humor. Os sonhos. A concretização dos sonhos. Tudo. Porque o meu blog é generalista, aborda os mais diversos assuntos. Já se falou aqui de poliamor, do Sporting, de relações antigas, de tudo um pouco. É conforme o espírito e depende do que vai acontecendo na minha vida, das coisas que vou observando...

Apaixonarias-te através da blogosfera?
Tanto que sim, que já aconteceu. E naquela altura, até pelo momento da vida em que eu me encontrava, era o último sítio onde eu esperava encontrar alguém por quem me apaixonasse.
Mas atenção, não me apaixonaria pelo que leio num blog! O que leio num blog pode criar empatia, admiração, identificação, carinho, preocupação. Suscita interesse por gostar e/ou identificar-me com o que leio. Mas não me apaixonaria somente pelo que leio num blog. O blog seria sempre apenas o ponto de partida para conhecer melhor por vias extra-blog. Aí sim, o conhecimento através de conversas, ao invés de comentários ou leituras blogosféricas, pode levar a que se desenvolva um sentimento.

Felicidade é...?
Um conjunto de momentos que nos fazem sorrir. Que nos fazem levitar. Que nos fazem pular de contentamento. Que nos fazem sentir mais fortes que o mundo. É termos ao nosso lado as melhores pessoas do mundo, é estarmos rodeados de quem nos faz sentir bem. É um abraço, um beijo, ou qualquer outra demonstração de afecto. É uma palavra no momento certo, é sentir um ombro amigo ali ao lado, é ter quem nos quer bem. É o sol a iluminar-nos, é o sossego da noite, é o vento na nossa cara. É uma música que nos faz reflectir. É uma música que nos faz pular. É uma música que nos faz dançar. É a adrenalina a percorrer-nos. É a concretização de um sonho. É cada vitória. É saber saborear as coisas da vida. As pequenas e as grandes.

Desafio - 7 anos como blogger: as respostas! (parte I)

E assim se passaram 7 anos. É incrível como o tempo passa e nem damos por ele. Sobretudo quando fazemos algo que gostamos, que nos dá prazer.
Um obrigado a todos vocês que fazem parte do meu dia-a-dia blogosférico.
E um obrigado por todas as perguntas que me foram lançadas na sequência deste desafio.
Como ainda são umas quantas questões, todas elas de resposta aberta e que dão pano para mangas, decidi dividir o post em duas partes, porque ficou de facto muito extenso. Esta é a primeira parte. A segunda será publicada às 12h de hoje.
E agora vamos ao que interessa :)

O que já te disseram que nunca esqueces?
Feliz ou infelizmente, eu tenho uma memória prodigiosa :P
Não esqueço o bem (nem o mal...) que me fazem. Não esqueço os bons conselhos. Não esqueço os bons ensinamentos. Não esqueço as lições de vida que me foram transmitidas, sobretudo pelos meus pais. Não esqueço alguns elogios também ahahah :P
No fundo, não esqueço palavras que me marcaram de alguma forma.

O Roger criança, teria orgulho do Roger de hoje?
Sem dúvida. O Roger de hoje é aquilo que o Roger criança queria ser. O Roger adulto é a prova de que o Roger criança soube interiorizar os ensinamentos que lhe foram passados, a educação que lhe foi transmitida, os valores que lhe foram incutidos. Sou o homem em que me queria transformar. Há sempre coisas a moldar, obviamente, todos as temos. Mas, com todos os meus defeitos, acho que sou, cada vez mais, o ser humano que queria ser.

Estás onde querias estar ou ainda tens algum caminho para percorrer para alcançares objectivos a nível pessoal e profissional?
A pergunta mais complicada e que mais dava pano para mangas, podíamos estar horas a falar sobre isto :P
Eu acho que temos sempre caminhos para percorrer. A acomodação é das piores coisas que podemos fazer a nós próprios. E eu não sei viver sem objectivos, sem metas, sem ter algo que me motive a saltar da cama todos os dias.
Estou satisfeito e orgulhoso por aquilo que tem sido o meu percurso na vida. Acho que a palavra que melhor me define é determinação. Eu sou obstinado por natureza e isso faz-me querer sempre ir mais além. O que tenho hoje, é fruto do meu empenho. E, felizmente, tenho atingido as metas a que me proponho, de uma forma geral. Por isso, por um lado sim, vou chegando onde quero.
Por outro lado... A vida tem teimado em pôr-me à prova. Porque me vai afastando daqueles que são os meus objectivos iniciais, levando-me a criar outros. Isso fez com que, por exemplo, entrasse numa área profissional que, apesar de gostar e de me suscitar muito interesse e fascínio, não era o meu sonho. Mas acho que, regra geral, fui sabendo reinventar-me. Por isso, sim, ainda tenho muitos objectivos a alcançar, uns mais realistas e possíveis do que outros. Tirar o curso de jornalismo (mesmo que nunca venha a exercer...). Ser pai. Ter estabilidade emocional. Poder fazer algo na produção musical. E tantas outras coisas... Não sei se vou morrer aos 30, aos 50, aos 70 ou aos 90. Mas sei que, até ao meu último dia de vida, quero e vou sempre ter caminhos para percorrer. Se assim não for, sei que vou estar morto muito antes do meu corpo. Há sempre coisas para aprender, coisas para fazer, e também coisas para ensinar. Tem que haver sempre pelo menos um objectivo.

De que sentes mais falta da tua cidade natal? Sem ser a família. Lugares, etc...
Do ar de Coimbra. Eu sei que isto soa um bocado estúpido, mas é inexplicável. Porque eu tenho realmente amor à cidade que me viu nascer e crescer. Sinto falta também do meu quarto, das minhas coisas, da minha casa. Da comida da minha mãe. Dos petiscos do meu pai. De passear junto ao Mondego. Da noite de Coimbra. Do espírito académico que se respira na cidade. Da Praça da República. Do recinto da Queima e Latada. Da Serenata. Do Cortejo. Do Jardim Botânico. Do Penedo da Saudade. No fundo, sinto falta de tudo. Sou apaixonado pela minha cidade. Pela sua beleza, pela sua história, pelas suas tradições e pela sua gente.

Tens jeito para escrever. Alguma vez sonhaste em escrever um livro ou tens algo na forja?
Não és a primeira pessoa a fazer-me essa pergunta :P
Não, não tenho nem nunca tive essa pretensão. Gosto de escrever, acho que escrevo bem (emprego bem as regras ortográficas - sem acordo! - e gramaticais e escrevo de forma coerente), mas isso não faz de mim um escritor. Nunca me considerarei como tal sequer, considero-me isso sim um comunicador e o blog evoluiu isso em mim. Estes 7 anos de blogosfera tornaram-me melhor com as palavras, tornaram a minha escrita mais fluída. Mas serei sempre apenas um apaixonado por palavras, sem qualquer tipo de pretensão. Para além de que, ok, de vez em quando lá me saem uns textos ficcionais porreiros, mas não é o meu estilo de escrita. E até mesmo essas pequenas ficções têm sempre um fundo de verdade, um fundo de realidade. Acho que nunca escrevi um texto de ficção puro e duro. A minha escrita é mais generalista. Escrevo sobretudo sobre banalidades, ou faço reflexões. É um tipo de escrita que só têm algum interesse num blog :P
Para além de que, confesso, faz-me um bocado de confusão esta tendência de que qualquer pessoa publica um livro, nem que seja de croniquinhas manhosas. Ok, há espaço para tudo no mercado. Mas há diferenças abismais entre ser escritor e ser alguém que até escreve umas coisitas porreiras :P

Se te teletransportasses e viesses a Coimbra HOJE, por uma hora, o que fazias?
Opá, só uma hora não dava para estar nem com um terço das pessoas de quem sinto saudades :P
Complicaste a coisa, hein? :P
Vou dar a resposta mais simples, que pode soar a cliché, mas que é a mais verdadeira: estaria com as pessoas mais importantes da minha vida. Os meus pais, os meus irmãos, os meus sobrinhos. E restante família mais chegada e especial.

Onde e com quem te imaginas daqui a 27 anos... profissional e pessoalmente?
Apesar de ter objectivos, porque é isso que me faz andar para a frente, estou a aprender a viver sem fazer grandes planos. Porque sempre que os fiz, saíram furados. Das duas vezes em que pensei que tinha encontrado "a tal" e havia planos para um futuro a dois, a vida pregou uma rasteira. Quando pensei que ia ser pai, a vida pregou uma rasteira. Quando eu tinha decidido tirar um curso de jornalismo, algo que decidi com 10 ou 11 anos, não foi possível concretizar essa vontade. Por isso até já tenho algum receio de fazer grandes planos a longo prazo.
Mas, respondendo à tua pergunta baseando-me naquilo que são os meus sonhos, daqui a 27 anos (quando tiver 54, portanto), imagino-me a ter a minha família. Casado ou "amantizado" (como diz uma amiga minha lol) com a mulher certa para mim. Com filhotes lindos, bem educados, pessoas bem estruturadas e que cresceram num ambiente de carinho e amor. Com as pessoas importantes da minha vida: pais (como eu gostava que eles vivessem até aos 200 anos!), irmãos, sobrinhos, tios, primos, amigos.
A nível profissional... Espero estar a fazer algo que goste, que me dê prazer, que me estimule intelectualmente. Que seja remunerado de forma justa e que isso permita uma vida digna e confortável dentro do que for possível. E que o meu empenho seja reconhecido. E claro que o conjunto é uma grande utopia, porque vivemos em Portugal e não se adivinham mudanças positivas para os próximos anos. Mas se é para sonhar, então que o sonho seja completo :P

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Última chamada :P

Então aqui o je, que comemora 7 anos (lucky number!) na blogosfera, lança um desafio para assinalar a efeméride e só 3 pessoas é que alinham? :P
Se fosse um give-away já tinha 500 respostas, seus interesseiros :P brincadeirinha, hein ;)

O desafio expira hoje às 23h59, para alinharem basta irem a este post (clicar para abrir).
Tic-tac, tic-tac... Time is running out ;)

Post agendado

terça-feira, 17 de junho de 2014

Solidariedade entre vizinhos

Como bons vizinhos que somos, mostramos o nosso lado solidário e juntamo-nos a "nuestros hermanos". A Espanha foi enrabada e nós demonstramos a nossa solidariedade, sendo enrabados também. Faz sentido... É o abraço ibérico!

Ironias à parte... Chega de camuflar os nossos maus resultados (e más exibições) com a arbitragem. Sim, é verdade que houve erros escandalosos de arbitragem, que infelizmente têm sido constantes neste Mundial (penalty a favor do Brasil é farsola, assim como o penalty a favor da Espanha, o México foi escandalosamente prejudicado com 2 golos mal anulados, no terceiro golo da Holanda há falta, ...). É verdade que, em caso de dúvida, o árbitro apitava a favor da Alemanha. É verdade que o penalty que dá o primeiro golo da Alemanha é farsola. É verdade que ficou por marcar um penalty a favor de Portugal. Também é verdade que um azar nunca vem só e tivemos 3 substituições forçadas: as lesões de Hugo Almeida e Coentrão, e a expulsão (infantil!) de Pepe que obrigou a mexer para manter 2 centrais. Mas também é verdade que não jogámos NADA.

A campanha de apuramento foi miserável, os jogos de preparação no geral também. Pelo que já se adivinhava o descalabro. A convocatória é de bradar aos céus. E a ausência de William Carvalho no onze inicial não se compreende, até porque seria o jogo em que seria mais útil à Selecção dadas as suas características. Tal como não se compreende a titularidade de Hugo Almeida. É alto, sim, mas não é móvel. Precisávamos de quem ligasse o jogo e não de quem ficasse lá à frente à espera dos passes longos. Tal como não se compreende a entrada de Ricardo Costa ao invés de Neto, após a expulsão (já disse que foi infantil?) de Pepe. E nem vou falar da falta que Adrien e Quaresma fizeram naquela equipa. Decisões de Paulo Bento, que continua na sua teimosia... Que faça bom proveito dela, mas longe, foda-se!

Tudo o que podia correr mal, correu mal. Até Rui Patrício, conhecido para os lados de Alvalade como São Patrício, só enterrou. O quarto golo da Alemanha resulta de dois erros colossais do guarda-redes. A verdade é que isto foi um descalabro. E à medida que as coisas iam correndo mal, os jogadores iam ficando de cabeça perdida, isso foi notório (e aquele lance em que Coentrão e Nani se atrapalham mutuamente?!). E ficou claro que a Selecção é Ronaldo-dependente. Não por culpa do próprio, mas sim por culpa da equipa e provavelmente de quem a orienta. Era só bola para a frente à procura de Ronaldo! Sendo que, tantas e tantas vezes, tinham opções melhores em termos de desmarcação... Enfim, foi a humilhação total. A derrota já era expectável, mas tínhamos obrigação de fazer melhor! Não há nenhum período de jogo em que se possa dizer que Portugal foi superior, nem sequer se pode dizer que em determinada altura jogámos bem! Foi uma palhaçada, não se viu ambição, não se viu determinação, não se viu garra. Viu-se uma equipa apática, desligada, de cabeça perdida. E sim, é um facto: com uma cada vez mais gritante falta de qualidade...

Há uns dias atrás, comentei entre colegas que estranhava a comunicação social não questionar Paulo Bento sobre o planeamento da competição. A Alemanha andou a treinar às 13h, sob calor intenso e humidade, precisamente para se adaptar às condições climatéricas. Portugal preferiu resguardar-se, quando é de conhecimento geral que a adaptação do corpo humano a condições atmosféricas que não são habituais leva sempre alguns dias. Mas ninguém falava nisso. Portugal é goleado, e de repente em todos os programas desportivos já toda a gente comentava este caso. À boa maneira tuga, pois claro.

Este Mundial foi, ao que parece, mal planeado por Portugal em todos os aspectos. E eu não estou nada, mas nada, confiante. A Alemanha deu-nos um banho de bola, o Gana é uma das melhores equipas africanas e os Estados Unidos não são favas contadas apesar do "soccer" não ser o seu desporto de eleição (à hora que escrevo este post, estão a ganhar por 1-0 ao Gana, com golo aos 30 segundos de jogo). Já em 2012 eu não estava confiante, mas este ano ainda estou menos. Acho, honestamente, que não passamos a fase de grupos... E sinceramente, tal como já tinha dito noutros posts, a competição entusiasma-me mais num todo (tenho visto os jogos que vou conseguindo), do que propriamente a Selecção Portuguesa. Mas pronto, a ver vamos... Com a certeza que nesta fase de grupos não contaremos com Coentrão e Hugo Almeida (lesões musculares) nem com Pepe (a expulsão vai custar-lhe o próximo jogo de certeza, e provavelmente a FIFA vai estender o castigo). Definitivamente não se augura nada de bom...

EDIT - Os Estados Unidos ganharam ao Gana, por 2-1. Num jogo em que claramente não mereceram a vitória, o Gana foi quem mais fez para ganhar o jogo, como podem ver nas estatísticas que posto abaixo. Mas fica o aviso... Se não nos pomos a pau, estamos lixados com F...


PS - O desafio do post anterior continua em aberto! Força nessas teclas!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Desafio - 7 anos como blogger

"(...) Entretanto, veio-me à cabeça uma ideia, para a qual seria necessário saber em que data me registei como blogger. Sei que foi em Junho de 2007, essa mesma informação está no perfil, mas não sabia o dia. E como o primeiro blog já era, não tinha como sabê-lo. Ou afinal tinha (mais ou menos). Porque sempre recebi as notificações de comentários por e-mail, e se hoje em dia apago-as após aceitar os comentários, na altura guardava. (...)"

Tal como disse aí, andei a vasculhar o meu mail, para tentar saber a data concreta em que entrei na blogosfera. Não consegui saber exactamente, porque sei que o primeiro comentário guardado (datado de 23 de Junho de 2007) não é referente ao primeiro post, que foi escrito uns dias antes. Assim sendo, vou apontar para 21 de Junho. É uma data que gosto: o início do Verão. Tal como gosto do número 7, apesar de ser mais um gajo de letras, é um dos meus lucky numbers. E é por isso mesmo que decidi assinalar o 7º ano como blogger, e vou fazê-lo com um pequeno desafio: responder às vossas perguntas. Vou satisfazer a vossa curiosidade em relação a algo mais que queiram saber sobre mim para além do que vão lendo por aqui. No fundo, um post diferente para assinalar uma data :)

Este desafio é aberto a toda a gente: a quem me segue e a quem me espreita ocasionalmente. Podem fazer quantas perguntas quiserem. E o post de dia 21 de Junho terá a resposta às vossas perguntas.

Têm até às 23h59 do dia 19 de Junho (quinta-feira) para deixarem as vossas perguntas na caixa de comentários deste post.

Força nessas teclas :P

sábado, 14 de junho de 2014

Tesourinhos #24

Por alturas do meu aniversário, aquando o post que aqui fiz, lembrei-me de uma paródia dos Gato Fedorento, e até foi isso que me levou a escrever aquele título de post.
Este tesourinho é de 2006, foi épico e não havia quem não cantarolasse "vai Gervásio, são os teus anos, vais cantar o rap dos matarruanos".
Fiquem lá com esta pérola ;)


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Cadê o futebol nacional, Roger?!

Já me perguntaram "Epá oh Roger, mas tu não escreves sobre a troca de treinadores do Sporting? Nem sobre as contratações? Nem sobre as declarações polémicas do Bruno de Carvalho? Nem sobre a palhaçada que reina para os lados da Liga?".

E eu respondo: hei-de escrever! A verdade é que havia muito para escrever. E já estive para fazê-lo em várias ocasiões. Estive para fazer um resumo da época desportiva transacta. Estive para comentar a saída de Leonardo Jardim e a entrada de Marco Silva no comando técnico do meu Sporting. Mas confesso-me em modo "férias do futebol nacional". Começa hoje o Mundial e é aí que está o meu espírito. Mais na prova no geral (adoro futebol e tenciono ver o máximo de jogos que conseguir - ou que o trabalho permitir lol) do que na nossa Selecção em particular. Porque com a Selecção o meu entusiasmo está perto do zero, sobretudo depois de sair a convocatória. Vi apenas o último jogo de preparação, mas de resto não tenho seguido nada. Pode ser que a partir de segunda-feira, dia do nosso primeiro jogo, volte a ligar-me emocionalmente.

Mas das duas, uma: ou entro em modo Selecção, ou não entro. Mas aconteça o que acontecer, só talvez lá para Agosto é que volto a falar do futebol nacional a nível de clubes. No Verão tento sempre fazer uma pequena desintoxicação de clubismo ahahah ;P
Real Time Web Analytics