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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Relações/envolvimentos na blogosfera: o desenvolvimento do tema

Continuando o tema do post anterior...

Pela minha experiência pessoal, posso dizer que não é pêra doce manter uma relação com alguém que também é blogger. Não quando essa relação passa a ser de conhecimento público - se soubesse o que sei hoje, nunca teria assumido publicamente aquela relação. Como expliquei no post anterior, a decisão de assumir deveu-se ao facto de tentar resolver um problema, mas acho que acabou por trazer mais problemas. E, confesso, começou a condicionar certos posts. 

Até à data da revelação, não me sentia minimamente condicionado em escrever sobre e para ela. Claro que a minha ex sabia que determinados textos eram sobre ou para ela, mas isso não me condicionava: não escrevia nada que não lhe dissesse, que ela não soubesse. Até mesmo os desabafos que fazia em momentos de crise, não escrevia nada que ela não soubesse (se determinada atitude me magoasse, antes de o escrever, já ela o sabia). Comecei a sentir-me condicionado depois, quando tornámos a nossa relação pública... De repente, toda a gente sabia quem ela era... De repente, toda a gente sabia quem era a destinatária de alguns textos... De repente, dei por mim a precisar de desabafar nos momentos de crise, e não me sentia à vontade para o fazer no blog - porque toda a gente ia saber que eu e ela estávamos em crise e iriam abordar-nos nesse sentido (em público ou em privado). Foi por isso que, depois da revelação, no meu blog deixaram de existir tantos textos sobre e para ela; e quando criei o (Des)Construções aconteceu o mesmo - e passaram a existir alguns bem camuflados, em que eu sabia exactamente o que estava a escrever, mas não eram posts óbvios para quem os lesse. Agora que essa relação acabou, posso revelar um exemplo: este post (clicar para ler) é dos tais que eram escritos de forma mais camuflada.

Posso dizer que a fase mais difícil nesse aspecto foi quando essa relação acabou. Por dois motivos... Primeiro, porque eu precisava de desabafar sobre isso e não queria fazê-lo aqui, nem sequer com ninguém da blogosfera em privado. Porque se há coisa que sempre tentei foi não deixar que ninguém da blogosfera se sentisse na necessidade de "tomar partidos". Há muita gente que seguia ambos os blogs, que se dava bem com ambos, que falava com ambos em privado. E eu não queria que ninguém se sentisse no "meio" de uma "guerra" que era apenas minha e da minha ex. Hoje posso confessar que acabei, posteriormente, por desabafar com duas pessoas. O segundo motivo foi por ter de tornar público o fim da relação. Porque havia pessoas a perguntar-me por ela, a falar dela, e eu não ia conseguir fugir e contornar as coisas durante muito tempo. E depois de se assumir uma relação, acaba por fazer sentido assumir também quando ela acaba... E foi o que fiz neste post (clicar para abrir).

Depois das explicações, vou então agora responder de forma mais directa ao post do SOG:

Enquanto a relação durou, eu lia o blog dela e ela lia o meu. E comentávamos (antes da relação ser pública, comentávamos sem login nos posts mais "mimimis"). E foi algo natural. Que me lembre, nunca houve conversa sobre haver a hipótese de deixarmos de ler o blog um do outro. Como o SOG diz, e bem, se foi nesse espaço que aprendemos a admirar a outra pessoa, que sentido faria deixar de a ler? Até porque ela escrevia bem (quem a seguia, sabe disso). Aliás, eu cheguei a dizer-lhe que não gostei que ela eliminasse o primeiro blog. Podia mantê-lo em privado, tal como eu tenho meu antigo blog, sem acesso para ninguém, mas não apagar. Porque foi lá que começou a nossa história. Portanto não houve essa coisa de "eu não te leio e tu não me lês". Depois da relação acabar, ela saiu da blogosfera, portanto não a li mais - nem faria questão disso (já o disse aqui várias vezes: eu demoro muito a desligar-me de algo/alguém, mas quando o faço é sem retorno e viro bloco de gelo). Se ela me continuou a ler, não sei nem faço qualquer questão de saber. Eu podia ter saído da blogosfera, ou começar do zero com outro nick. Mas não o fiz - como alguém me disse na altura, e bem, não faria sentido eu deixar de fazer algo que gosto e de ter laços com quem gosto por causa seja de quem for! Portanto o meu blog continua aqui, eu continuo aqui, e não me faz mossa saber quem me lê ou quem não me lê - se formos por aí, há muitas ex que até me podem ler sem eu saber, o blog é público!

Falando por mim, não tive qualquer outro blog anónimo, nem durante a relação nem após o seu término. A minha essência sempre esteve aqui, com o mesmo nick, que é a minha alcunha desde sempre (Roger, diminutivo de Rogério, o meu nome). Primeiro no Pensamentos Apalavrados, depois no Divagações por uma mente complicada e agora no (Des)Construções da Mente. Mas sempre com o mesmo nome. Quanto a ela, se teve outros perfis de blogger, isso é lá com ela. Quanto a essa questão não me pronuncio, por motivos que só a mim dizem respeito.

E quanto a mudar o estilo de blog... No meu caso, não creio que tenha acontecido. A única diferença que se pode encontrar, e que julgo ser comum a qualquer blogger apaixonado (seja ou não por outro blogger), é que enquanto a relação durou existiam mais posts "mimimis". De resto, sempre abordei mais ou menos os mesmos temas, sempre tive o mesmo género de blog, sempre tive a mesma atitude perante quem me lê. A única coisa que aconteceu foi a que já referi: em determinada altura, não me sentia tão à vontade para abordar a relação, porque toda a gente sabia que éramos um casal. Mas a essência do blog não mudou por isso.

E agora vou abrir a caixa de comentários à "discussão": quem me seguia nesse tempo, o que tem a dizer sobre isto? Acham que a essência do blog alguma vez esteve diferente? Notaram diferenças (ao nível do estilo do blog) no antes e no depois? Já agora estou curioso para saber as vossas opiniões :)

Post agendado

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Introdução ao tema "relações/envolvimentos na blogosfera" :P

Como o assunto dava pano para mangas para ficar apenas num comentário, decidi abordá-lo em post.

Como muitos de vocês sabem, a minha última relação foi com uma rapariga que também era blogger. Este blog não tem muito sobre o assunto, o antigo tinha mais. Assim sendo, faço um breve resumo para os leitores mais recentes. Conheci a minha ex através da blogosfera. Descobri o blog dela, comecei a segui-la, comentário puxa comentário e poucos dias depois estávamos a trocar endereços de e-mail (pessoais - na altura ainda não tinha mail para o blog). A convivência tornou-se diária e o sentimento começou a crescer. Começámos a namorar em Setembro de 2012 e acabámos em Março de 2014. Até Junho de 2013, a relação não era pública na blogosfera. Ou seja, eu escrevia sobre e para ela, mas sem revelar que namorava com uma blogger - ela fazia o mesmo no blog dela. Portanto quem nos seguia sabia que cada um de nós era comprometido, não sabia é que éramos comprometidos um com o outro. Acabámos por tornar pública a nossa relação por causa de um ex dela, que nos stalkava: passava horas, diariamente, nos nossos blogs; deixava comentários anónimos (não era difícil perceber que era ele - por exemplo, só ele podia saber o primeiro nome da minha ex!). E então nós decidimos assumir a nossa relação, ao mesmo tempo que o desmascarávamos e o colocávamos no seu lugar. Resumo feito.

Ponto prévio antes de prosseguir: ninguém se apaixona por um blogger. Apaixona-se, isso sim, por uma pessoa que, entre outras coisas que faz na vida, também escreve num blog. Ou seja, não acredito que alguém se possa apaixonar só por aquilo que lê num blog. Quando nos apaixonamos, é pela pessoa. Pela sua essência, quando a conhecemos. O blog é apenas um meio para se começar a falar com a pessoa, tal como outros meios na net (Facebook e demais redes sociais, chat's, fóruns, etc), ou locais, ou eventos, ou qualquer sítio onde conheçamos pessoas. Como tal, acredito que a blogosfera permite descobrir pessoas. O que lemos num blog pode cativar-nos, suscitar interesse, criar identificação. Se isso acontecer, pode haver vontade de conhecer melhor a pessoa, por outras vias. E só depois é que nos podemos apaixonar. Como escrevi há uns meses, num desafio de perguntas: "O que leio num blog pode criar empatia, admiração, identificação, carinho, preocupação. Suscita interesse por gostar e/ou identificar-me com o que leio. Mas não me apaixonaria somente pelo que leio num blog. O blog seria sempre apenas o ponto de partida para conhecer melhor por vias extra-blog. Aí sim, o conhecimento através de conversas, ao invés de comentários ou leituras blogosféricas, pode levar a que se desenvolva um sentimento."

E para este post não ficar muito grande, agora que a introdução ao tema está feita, desenvolverei mais este assunto no post seguinte, que será publicado esta sexta-feira, ao meio-dia. Senão a minha fama de escrever muito começa a ser ainda maior :P

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"Don't let go, you've got the music in you (...) don't give up, you've got a reason to live"

Eu sou muito físico. Não consigo ser de outra forma. Não consigo evitar as reacções físicas causadas pelos estímulos físicos e/ou emocionais. É por isso que quando me sinto nervoso, irritado, chateado, ansioso, whatever, tenho que descarregar fisicamente essas sensações, que me causam uma espécie de corrente eléctrica a percorrer-me o corpo. Durante muitos anos, o judo foi a minha terapia nesse sentido. Era uma forma de libertar todas as tensões acumuladas. Quando deixei o judo, na adolescência, tive que arranjar outras formas de descarga. Entre outras soluções, descobri uma que me é muito útil nos dias de maior tensão: tocar bateria. Não sou baterista, apenas dou uns toques. E a vontade de aprender a tocar bateria, na adolescência, surgiu precisamente da necessidade de descarregar energia, adrenalina, picos de tensão.

Hoje foi um desses dias, carregados de tensão... Sentia-me fisicamente sobrecarregado, a precisar de libertar muitos sentimentos... Pelo que, quando acabei o trabalho, nem hesitei no que ia fazer a seguir: tocar bateria até me faltarem as forças. E assim foi... Cerca de 1 hora, ininterrupta... E a dar o máximo. Só parei quando comecei a sentir os braços a quererem ceder, a fraquejar, a ficar sem forças. Toquei "violentamente", até o corpo, a escorrer suor, começar a pedir clemência. E uma das músicas que fez parte da "setlist" do fim de tarde é a que está em excerto no título do post: "You Get What You Give", dos New Radicals (clicar para ouvir). E serviu de catarse...

É curioso que o bichinho da música surgiu na minha vida graças ao meu pai... Acho que a música corre no sangue desta família... Tenho primos e tios que já tiveram bandas (ou conjuntos, como se dizia antigamente)... E o meu próprio pai teve uma banda, na qual tocava baixo. Foi com ele (e com o meu padrinho) que aprendi a tocar guitarra, foi ele que me passou esse fascínio.

O fim de tarde de hoje trouxe-me uma certeza... É na música que vou manter o meu pai vivo, diariamente... Todos os meus momentos com a música, sejam eles privados ou públicos, terão uma dedicatória invisível ao meu pai... A partir de hoje, isto é uma certeza...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O primeiro verdadeiro desabafo desde a desgraça....

No final do ano passado e no início deste ano, por várias vezes referi aqui no blog que esperava que este 2015 se revelasse melhor que os meus dois últimos anos múltiplos de 5. 2005 e 2010 foram anos verdadeiramente maus. Em 2005, perdi um filho (aos 6 meses de gestação), a minha vida amorosa foi caótica e a minha avó ficou acamada e começou a caminhar para o seu fim. Em 2010, acabou a relação que mais me marcou, descobriu-se a doença do meu afilhado (tumor cerebral) e acabei por perdê-lo - e, no meio de todo este caos, entrei numa fase que denomino "fundo do poço", onde só fazia merda e se hoje estou vivo só pode ter sido por milagre... Portanto os últimos anos múltiplos de 5 não me tinham dado razões para sorrir.

Tudo o que eu pedia é que 2015 quebrasse esse ciclo. E eu tinha tantos planos bons para este ano... Tinha na minha cabeça a ideia de dar uma volta à minha vida. De tentar abraçar novos desafios profissionais. De ir viver sozinho. Entrei em 2015 com o pensamento que este seria o meu ano.

E eis que o primeiro mês de 2015 me trouxe uma das maiores dores que alguém pode sentir... Eu acho que as duas maiores dores na vida são perder filhos e perder pais... E, de repente, a minha vida dá, sim, uma volta de 180 graus...mas no sentido negativo da coisa. De repente sinto-me sem chão, perdido, desamparado... E muito, muito revoltado... Revoltado com a dureza da vida. E no meio de tudo isto, sinto-me aterrorizado... Aos 27 anos já tive muitas perdas duras, as mais duras de todas... Parece que destruo tudo em que toco... Já perdi muitas pessoas importantes, daquelas por quem se dá a vida e se sente um amor maior que tudo. Acho que nunca disse no blog, mas o meu maior medo é a solidão... É ficar sozinho na vida... É perder todas as pessoas que amo... E a vida tem sido demasiado madrasta para mim, tem-me atingido vezes demais nesse meu ponto fraco, tem-me deixado cada vez mais sozinho... Foda-se, quantas pessoas de 27 anos é que vocês conhecem que já tenham perdido 1 filho, 1 pai, 1 afilhado, 1 dos melhores amigos de infância, e 3 avós (em que tinha relações muito próximas com todos eles)?! Quantas pessoas é que vocês conhecem com tantas perdas tão violentas?! Não hei-de eu sentir-me revoltado?!

Há precisamente 1 ano atrás, escrevi neste post (clicar para abrir): "E de uma coisa tenho a certeza: se a lei da vida se aplicar (os pais partirem antes dos filhos...), sei que no dia que os perder vou perder uma grande parte de mim. Uma grande parte de mim morrerá nesse dia. Eu já lido terrivelmente com a perda, perder os meus pais então é algo que nem consigo sequer imaginar... Dói demais tentar sequer imaginar como seria a minha vida sem eles". A ideia de perder os meus pais sempre causou em mim um enorme pânico... E agora que perdi o meu pai, sinto que de facto parte de mim morreu também... É impossível ser o Roger que era... Nada mais será igual... Eu nunca mais serei igual...

Estou a tentar não cometer o mesmo erro que cometi no passado: em algumas situações, nomeadamente na perda do meu filho, não soube fazer o luto convenientemente. Porque tenho a "mania" inconsciente de tentar sempre proteger quem me rodeia, e essa acaba por ser, invariavelmente, a minha maior preocupação. Ao perder o meu pai, a minha maior preocupação foi cuidar da minha mãe e dos meus irmãos, sobretudo do mais novo. Tenho consciência que na primeira semana não fiz o luto... Chorei muito, sim, mas não estava ainda a fazer o luto. Primeiro porque estava em estado de choque, e depois porque quis (aparentar) ser forte, para proteger os meus. Acho que ainda hoje, quase 1 mês depois, não me mentalizei verdadeiramente de tudo isto... Ainda quero acreditar que isto não é real, não pode ser real... Mas tenho tentado voltar à rotina... Já voltei ao trabalho, ao quotidiano. Mas a noite é dura, sempre dura. Há quase 1 mês que não consigo dormir sem recurso a comprimidos - caso contrário, não descanso. Tudo mudou...

Não sei se algum dia vou aprender a aceitar esta perda de forma mais pacífica. Sei, isso sim, que cresce em mim a revolta por nada na minha vida correr como eu gostaria...

domingo, 25 de janeiro de 2015

Depois de ter dormido 13h na noite anterior, hoje chegam as insónias... E depois dá nisto...

Há cerca de 5 anos atrás, eu era feliz. Genuinamente feliz. Sim, tinha saudades das minhas pessoas (já estava longe dos meus). Mas, apesar disso, considerava-me feliz. Tinha (e ainda tenho, felizmente) trabalho e um bom ordenado. Tinha comigo a mulher que amava na altura - namorávamos há 2 anos e já estávamos na fase de fazer planos para o futuro. Tinha (e ainda tenho, felizmente) amigos e família excepcionais. Apesar de estar longe das pessoas mais importantes da minha vida, eu sentia-me sortudo por aquilo que tinha. Às vezes chegava-me a perguntar se merecia tanto, sobretudo em relação à namorada: tinha ao meu lado uma mulher linda, daquelas que fazem babar qualquer homem; tinha ao meu lado uma das melhores pessoas que conheci em toda a minha vida; tinha ao meu lado alguém que me conhecia como ninguém; tinha ao meu lado alguém que me ensinou a amar, que me fez descobrir o meu melhor lado, que me fez perceber que o melhor que sei fazer é proteger e cuidar.

Até ao dia em que a vida me tramou... 1 de Fevereiro... O dia do fim do namoro... E o dia que marcou o início de um ciclo muito mau... O fim da relação foi complicado. E, semanas depois, descobriu-se a doença do meu afilhado, doença essa que acabou por lhe tirar a vida no final de Abril desse mesmo ano. 2010 ficou marcado como o pior ano da minha vida, a par de 2005 - por isso é que disse há uns dias que espero que este 2015 seja melhor que os últimos 2 anos múltiplos de 5...

Mas 5 anos depois, olho para a minha vida e tenho saudades de sentir aquela felicidade genuína e (quase) plena. 5 anos se passaram, e eu só sinto que estou 5 anos mais velho - mais maduro e mais crescido também, obviamente. Mas em relação à minha vida, não sinto que tenha avançado, que tenha progredido. 5 anos depois, somo mais 3 relações falhadas: a primeira claramente por minha culpa (porque ainda não tinha esquecido a tal ex); a segunda porque, olhando agora para trás, vejo que não passou de atracção e tensão sexual (de ambas as partes); a terceira porque...não interessa (como sabem, era uma pessoa conhecida da blogosfera, e como tal escuso-me de tecer comentários públicos sobre essa relação). 5 anos depois, estou descomprometido, há quase 1 ano. 5 anos depois, a vontade de ser pai continua, mas a concretização dessa vontade está cada vez mais longínqua. 5 anos se passaram e eu continuo sem ter a minha vida nos eixos em que gostaria de a ter.

Eu sei que a vida é fodida, nunca ninguém disse que era fácil. Eu sei que muitos sonhos e planos ficam pelo caminho. Eu sei que faz parte da vida termos constantemente de desencantar planos B, novos caminhos, novas soluções. Eu sei que já devia estar habituado a esta montanha-russa, porque nos últimos 12 anos a minha vida foi uma sucessão de cambalhotas. Eu sei isso tudo... Mas não deixo de me sentir algo frustrado... Sonhei uma vida diferente, ambicionava coisas diferentes. Ainda não voltei a ter uma relação que eu conseguisse considerar estável, equilibrada e com plena convicção que havia ali um futuro - a que mais se aproximou disso, em alguns momentos, foi a última. 

E, neste momento, isso é provavelmente o que mais me frustra... É sentir que no passado já tive uma relação que me preencheu por completo, sentir que no passado já consegui perceber o que preciso numa relação, mas não ter conseguido replicar minimamente aquele nível de cumplicidade e confiança. Se calhar eu e a minha ex deixámos essa fasquia num patamar demasiado elevado, não sei... Porque, e juro que isto é absolutamente verídico, tínhamos episódios de telepatia bem frequentes! Porque o conhecimento mútuo era enorme. Ao ponto de eu poder dizer que, em 27 anos de vida, não houve ninguém que me conhecesse tão bem como ela. 

Não vou negar, há dias em que tenho realmente saudades de falar com ela... Há dias em que me apetece pegar no telemóvel, ligar-lhe e dizer-lhe "caramba, já passaram 5 anos, somos adultos para conversar sobre o que ficou por falar... fazes-me falta, tenho saudades da minha melhor amiga". Tenho saudades de me sentir compreendido sem ter que abrir a boca sequer - ela percebia logo quando eu não estava bem, dizia-me logo "hoje estás nhónhó"... Tenho saudades de sentir aquele abraço sem palavras, que nos era tão característico. Tenho saudades da amizade que tivemos - do namoro já não há margem para ter saudades, a vida continuou e o meu coração deixou de bater por ela. Mas a amizade, essa continua a fazer-me falta... Mesmo quando ela era mais bruta comigo e me dava os abanões que eu precisava para abrir a pestana. Ela sabia mostrar-me onde eu estava a errar, sem me fazer sentir a pior pessoa do mundo. Ela sabia estar lá, sempre que era preciso, sem eu dizer que era preciso. Foi a primeira pessoa a quem disse que a minha avó tinha morrido, quando ainda éramos só amigos. Foi a primeira pessoa que soube de imensas coisas, e a única que soube de outras tantas. 

Ali não havia filtros, foi das amizades mais genuínas e descomplexadas que tive na vida. E tenho saudades disso... Tenho saudades de não me sentir sozinho nestas noites de insónias...

5 anos depois, a vida continuou. Mas não evoluiu. Eu continuo com a vida estagnada, à espera que os sonhos se concretizem. Luto por eles, sou um gajo obstinado e quando meto um objectivo na cabeça quero levá-lo até ao fim... Mas... Parece que nunca nada é suficiente, parece que nunca chega, parece que não há sangue, suor ou lágrimas que me ajudem a ir mais além. E isto é realmente frustrante...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Lembrete para o Roger do futuro

Aquele momento em que percebes que tens mesmo de deixar de contrariar as tuas intuições, porque mais tarde ou mais cedo elas revelam-se absolutamente correctas. E ao perceberes isso, percebes também que, ao contrariares aquilo que é real mas que queres forçar-te a não ver, foste manipulado e acabaste a viver uma mentira. Quando todos os sinais estavam à vista, preferiste ignorá-los e acreditar na palavra de pessoas que juravam ser incapazes de mentir (e agora vês que levaste com mentiras atrás de mentiras) - porque continuas a ser o ingénuo de merda que sempre foste, que acredita na palavra de honra de alguém. O pior cego é aquele que não vê... E tu não viste, em tempo útil, aquilo que era evidente. A tua intuição viu, mas tu preferiste ignorá-la. Começa a dar-lhe ouvidos sempre, porque ela tem sempre razão. Essa sim, nunca te falha. 

Definitivamente, há mesmo pessoas que não valem um caralho. E dessas, meu amigo, a única coisa que podes querer delas é distância. Caso contrário... Elas sufocam-te, manipulam-te, tentam fazer-te acreditar que és tu que estás a agir mal, tentam fazer de ti o mau da fita perante o mundo, tentam colar-te o rótulo de desconfiado e inseguro. E tu dás por ti a pedir desculpa, às vezes nem sabes bem porquê - ou se calhar até sabes: porque tu és assim, odeias magoar seja quem for, odeias ferir as sensibilidades alheias. Mas do outro lado afinal está um sorriso cínico e hipócrita, vindo de quem não olha a meios para atingir os fins. Vindo de quem mente com quantos dentes tem na boca, que se vitimiza até à quinta casa, só para te fazer sentir uma culpa que não tens.

Lembra-te sempre de quem és, Roger do futuro. Não deixes que ninguém tenha a capacidade de te destruir. Tu sabes que dormes de consciência tranquila, que ninguém te pode apontar o dedo nessa situação - porque agora sabes que, em todas as vezes que te passaste e explodiste, tinhas razões para tal. E lembra-te: mantém a calma quando existirem terceiros a mandar críticas para o ar - também eles estão a ser manipulados, também eles estão cegos e acabam por tomar as dores de quem lhes faz a cabeça. E mantém a convicção que ninguém pode fingir ser aquilo que não é durante muito tempo. Tu sabes que, mais tarde ou mais cedo, a verdade virá ao cimo. Porque as pessoas que não valem um caralho não precisam que ninguém as enterre, elas enterram-se sozinhas. Nem o maior mentiroso compulsivo da história da humanidade conseguiria manter uma farsa durante muito tempo, porque o tempo vai fazendo das suas, a memória não fixa todos os detalhes e a coerência vai ficando pelo caminho. Então mantém-te tranquilo, tu sabes que a justiça tarda mas não falha. Tu sabes que quem não vale um caralho vai acabar sozinho na vida. E se, no meio da solidão, chamarem por ti, tu sabes o que tens a dizer: "vai-te foder".

Lembra-te, Roger do futuro, nunca desacredites a tua intuição. Chama-lhe dom, chama-lhe o que tu quiseres, mas tu sabes que tens uma intuição apurada. Tens um olfacto mental que facilmente detecta onde é que as coisas começam a cheirar mal. Não podes é, continuamente, ignorar esses sinais. Não podes deixar-te levar por jogos psicológicos de pessoas que até podes apelidar de sociopatas - não demonstram empatia, são egoístas e manipuladoras. Mantém-te fiel a ti mesmo e não deixes que ninguém ouse tentar fazer de ti o mau da fita, quando a tua consciência te diz que estás a agir bem. Não deixes que te voltem a tirar a dignidade.

E, não menos importante, aprende a refriar os ímpetos. Tu sabes que, quando descobres a verdade e te sentes injustiçado, tens vontade de confrontar. Dentro de ti tens aquela vozinha que repete até à exaustão aquilo que lhes queres dizer na cara: "oh minha besta de merda, como é que foste capaz de me mentir olhos nos olhos durante tanto tempo???". Mas controla-te... Respira fundo e mantém-te tranquilo. O desprezo é a maior arma para quem não vale a pena. Deixa-os viver as mentiras que eles quiserem, porque sabes que serás sempre infinitamente mais feliz do que eles - mesmo nos dias em que te sentes infeliz, estás sempre acima deles. Porque vives a vida com verdade, e isso é priceless.

Retém a lição.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Divagações de uma madrugada... (post longo)

Há um facto inegável a meu respeito: conheço-me cada vez melhor. É verdade que me obrigo a isso, sim. Deixei de fugir aos pensamentos que me atormentam e obrigo-me a encará-los de frente. E neste momento não há ninguém que me conheça tão bem como eu. Em tempos já houve, mas actualmente ninguém me conhece como eu me conheço.

E se há coisa que tenho percebido (sobretudo nos últimos 3/4 anos) é onde reside o meu ponto de ruptura com alguém. Percebo que é hora de me fazer à estrada quando as pessoas começam a fazer-me mais mal do que bem. O meu breaking point dá-se quando sinto que determinada pessoa me está a afectar no sentido negativo. Quando a minha auto-estima começa a cair a pique, quando começo a deixar de me reconhecer nas minhas acções, quando a frustração começa a ser o pão nosso de cada dia na minha vida. Quando sinto que há alguém a ter efeitos tão nefastos em mim, dá-se a ruptura.

Na maioria das vezes, demoro a chegar a esse ponto. Sou muito de dar segundas oportunidades... E terceiras... E quartas... E por aí fora. Não desisto de ninguém de ânimo leve! E quando as coisas começam a balançar, normalmente tomo a iniciativa de me sentar com a pessoa e perceber o que se está a passar. Porque quero que as pessoas sejam francas comigo. Mas as oportunidades também se esgotam... Esgotam-se quando sinto que do outro lado não há franqueza e sinceridade, quando sinto que do outro lado é igual ao litro se estou ali ou não, quando as atitudes das pessoas me começam a afectar mais do que deviam. E é aí que se dá a ruptura. Às vezes as coisas ficam feias, às vezes o afastamento é simplesmente natural e espontâneo, às vezes é só uma vírgula...

Também acredito que nada na vida acontece por acaso. Todas as pessoas que fazem parte da nossa vida acrescentam algo. Mas acho que a vida é feita de momentos... Se calhar há ligações que se estreitam em determinado momento, porque ambas as pessoas estão numa fase da vida muito semelhante. E quando se perde essa identificação com o outro, pode dar-se a ruptura. Às vezes são rupturas momentâneas, fruto das fases da vida em que as pessoas se encontram. Por exemplo, há uma rapariga que eu conheço há uns 12 ou 13 anos. Tivemos uma fase de grande proximidade, inicialmente. Depois a ligação foi-se perdendo, até que deixámos de ter contacto. Voltámos à vida um do outro no início de 2012. Durante uns 3 ou 4 meses, tivemos ali novamente uma fase de grande proximidade - foi o braço dela que me tirou do fundo do poço, foi no início de 2012 que voltei à vida depois de 2 anos muito negros, e foi ela que me deu o abanão final para isso. E depois, voltámos a afastar-nos... Por questões que ainda hoje não percebo muito bem, mas que desisti de tentar perceber. A sensação com que fiquei na altura é que o namorado dela tinha ciúmes de mim, e pressionou-a para se afastar. E comecei a deixar de ter resposta às mensagens. Fui engolindo o sapo, até que na madrugada (what else) de um dia de Verão, mandei-lhe alto testamento por e-mail, altamente desiludido com aquelas atitudes. Só falámos sobre o assunto meses mais tarde, quando ela decidiu entrar em contacto comigo, a coisa nunca ficou muito bem esclarecida, mas pronto, lá está, são os momentos da vida. Se calhar daqui a alguns anos talvez haja uma nova aproximação, talvez daqui a alguns anos voltemos a estar em fases da vida que criem a tal identificação.

Isto tudo para dizer que, na nossa vida, temos que ter consciência que há pessoas que vão e vêm. Há aquela "meia dúzia" que fica para sempre, que nos acompanha ao longo da vida. Mas também há momentos de passagem... Há pessoas que se cruzam em determinado instante porque é daquilo que precisam naquele momento, mas que depois deixa de fazer sentido...

Custa a aceitar? Às vezes custa p'ra carago... Mas é preciso aprender a lidar com os pontos de ruptura nas relações pessoais... Porque eles existem, não podemos camuflar isso! E há alturas em que o nosso amor próprio tem que falar mais alto que tudo o resto. Eu conheço-me... Sou um gajo afectuoso, e sei que não me contento com migalhas. Migalhas dão-se aos pombos, sempre ouvi dizer. Cada qual aceita aquilo que acha que merece. E quando eu sinto que estou em entrar no ponto de ruptura, que determinada pessoa me está a fazer mais mal do que bem, então aí obrigo-me a centrar-me em mim próprio. Diz-se que as decisões mais difíceis são sempre as mais acertadas, e eu concordo plenamente com essa teoria...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Vá-se lá entender as mulheres...

Imagem retirada do Shiuuu

É que nem de propósito! Falava eu do Shiuuu no meu post anterior, e eis que sou brindado com isto!

Pois que aos 27 anos de idade, eu já não deveria surpreender-me com certas coisas, não é? Mas a verdade é que há dias em que me pergunto "mas que porra de mundo é este?!". Ora bem, diz esta senhora que perdeu o interesse no marido porque ele a tratava bem. Pois claro... Se ele a insultasse, humilhasse, batesse, traísse ou ignorasse, é que era um "ganda" homem! Porque, claramente, um homem que trate bem a sua mulher, se preocupe com ela e a mime, não tem interesse nenhum...

Eu juro que fico estúpido com estas coisas! Afinal não são só os idiotas da Casa dos Segredos que gostam de estar em relações em que o pão nosso de cada dia são mimos do género "vai para o caralho", "és um(a) otário/a", "és uma/um vaca/cabrão", "és uma merda", "não vales um caralho", "vai para a puta que te pariu" e afins. Não sei se sou só eu a pensar assim ou se estou a pensar mal, mas as mulheres que perdem o interesse quando são bem tratadas não estão, de certa forma, a defender (ainda que inconscientemente) a violência doméstica, física e psicológica?

Não entendo mesmo esta fixação que vejo em muitas mulheres, em preferirem gajos que lhes dão para trás ou que não as tratam como merecem. Mas depois queixam-se: "os homens são todos iguais", "não tenho sorte nenhuma no amor", "já não há homens decentes", etc. Mas quando lhes aparece um gajo decente, aí já é "demasiado nice guy".

Começo a perceber porque é que estou solteiro... Tenho que começar a ser cabrão... Porque se continuar a valorizar, a mimar, a fazer surpresas sem ser nas datas especiais, a preocupar-me com o bem-estar da pessoa com quem esteja, a trabalhar para que a chama se mantenha acesa, etc...então estou a ver que hei-de morrer solteiro e sem descendência...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Anda tudo mal fodido, ou quê?! *

Às vezes fico parvo com o que espreito no Shiuuu (embora ultimamente seja raro lá ir... aliás, ando meio desnaturado no que toca a ler blogs, eu sei...). E fico parvo porquê? Porque fico sem perceber em que bases assentam as relações que a malta tem. Toda a gente diz o cliché que as relações amorosas devem ter uma boa comunicação... Mas ninguém trabalha para isso!

Sigo o Shiuuu há uns 2 anos, talvez. Ao longo deste tempo, já perdi a conta aos "segredos" relacionados com falta de comunicação no casal, nomeadamente no que toca à vida sexual. Já vi de tudo: mulheres que dizem estar fartas de fingir orgasmos; homens e mulheres que não têm coragem de partilhar as suas fantasias com a pessoa com quem estão; homens e mulheres que se queixam que o sexo é monótono; homens e mulheres que se queixam que o sexo é quase inexistente; and so on... E eu juro que não entendo... O sexo também é importante! E o sexo só é realmente vivido a dois se existir de facto uma boa comunicação, uma boa química, se não existirem tabus. As fantasias devem ser partilhadas, faladas - quem sabe se não é uma fantasia comum a ambos?

As pessoas dizem-se mais evoluídas, menos preconceituosas, mais open mind. Mas será que é mesmo assim? Não me parece, senão não havia tanta gente mal fodida (desculpem a expressão)...

O melhor sexo que já tive foi precisamente com quem não havia tabus, nem pudores, nem vergonhas. Eu conhecia as fantasias dela, e ela as minhas. Eu conhecia os gostos dela, e ela os meus. Eu conhecia-lhe os melhores caminhos para o orgasmo, e ela os meus. E por aí fora. E não havia constrangimentos, vergonhas ou afins. Nem monotonias. Aliás, ambos trabalhávamos para que a chama estivesse sempre o mais acesa possível. Não raras vezes, íamos apimentando o dia, para que a noite fosse bem quente. Provocações mútuas ao longo do dia. Há que trabalhar para a relação, diariamente! A nível sexual, mas não só. Caramba, mas vocês querem viver a vossa vida com alguém com quem não comunicam?! Não me faz sentido, pronto.

Opá, vão mas é pinar e trabalhar a comunicação das vossas relações! xD

* Eu nem mal nem bem: tem sido uma longa travessia no deserto... xD

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Porque isto seria demasiado longo para conseguir passar a minha ideia no blog do SOG

O SOG fez, no blog dele (clicar para abrir), uma pergunta pertinente, que passo a citar: "os amigos não podem ser mais do que amigos e só se namora uma pessoa cuja amizade nunca atingiu um determinado nível?". E pelas respostas que lá vi, já vi que vou contra a maré :P

Oh minha gente, se não nos apaixonamos por amigos, apaixonamo-nos por inimigos, não?! Vamos lá ver uma coisa... Para o one night stand, para a queca ocasional e para as saídas quando o rei faz anos, é indiferente se a pessoa em questão é amiga, conhecida ou apenas boa "com'ó" milho - como diz o povo, em tempo de guerra qualquer buraco é trincheira :P

Mas para uma relação que se quer com futuro e com cumplicidade, a amizade não é a premissa essencial?! Vamos lá desconstruir isto... Consideramos que determinada pessoa é nossa amiga mediante vários factores, certo? Porque gostamos de determinados traços de personalidade, porque nos faz bem, porque nos sentimos bem com ela, porque nos divertimos com ela, etc etc etc. E pergunto eu, isso não são questões essenciais também para um namoro? Ou namora-se com quem se acabou de conhecer? É que depois aí surge a velha questão de querer mudar: a pessoa afinal não é nada daquilo que queremos numa relação e damos por nós a moldá-la à nossa medida. E deixamos de estar apaixonados pela pessoa X e passamos a estar apaixonados por alguém que nós criámos à luz do que achamos "certo". E agora eu pergunto, apaixonarmo-nos por alguém não é gostarmos dessa pessoa? Então o que é que nos dá o direito de a queremos mudar?

Eu não sei se estou a conseguir passar o meu ponto de vista com clareza, até porque explicar sentimentos é tudo menos fácil. Bem sei que há vários patamares de amizade. Mas estarei assim tão errado por acreditar que o amor / a paixão só surge depois de já existir uma amizade?

Pelo menos eu falo por mim... Olhando para o meu passado amoroso, vejo claramente que me fodi sempre que apenas segui o impulso. Impulso esse que, na maioria dos casos, derivou apenas de atracção / tesão / encantamento / algum interesse. Não é por acaso que a relação mais duradoura, mais cúmplice e que mais me fez crescer, foi aquela que derivou de uma grande amizade. Já falei aqui várias vezes dessa relação, por isso não vou alongar-me muito nessa questão. Digo apenas o seguinte: quando falo em grande amizade, era mesmo uma grande amizade. Daquelas em que falávamos todos os dias, daquelas em que se partilhava desde as coisas mais sérias às coisas mais parvas passando pelas coisas mais banais... E não, antes de nos apaixonarmos, não era mais do que amizade - dizia alguém no blog do SOG que quando a coisa pega fogo durante a amizade, era porque já havia fogo desde o princípio: não era o caso. Não sei dizer o que mudou nem quando mudou, não sei identificar quando é que me apaixonei por ela. Apaixonei-me e pronto... Mas até ao dia em que percebi que aquilo era mais que amizade, juro por tudo que nunca a tinha visto de outra forma... Aliás, ela era comprometida inclusive, e eu também até determinada altura!

Sim, é verdade que isto é um pau de dois bicos... A coisa pode correr mal e a amizade pode ir pelo cano abaixo. E, em relação a essa minha história passada, ainda hoje me dói ter perdido a minha melhor amiga - quem me conhece, sabe o quanto eu valorizo a amizade. Mas não me arrependo nem um bocadinho daqueles 2 anos e pouco de namoro! Fui feliz, cresci muito com ela (foi a pessoa com quem mais cresci, sem dúvida alguma)... Só se eu fosse completamente burro é que me poderia arrepender daquilo que vivi com ela... Naqueles 2 anos senti-me completo... Eu, que até então era muito instável emocionalmente, durante aqueles 2 anos nunca "olhei" para outra mulher (nem no sentido carnal nem no sentido emocional), nunca perdi o interesse por ela. E também soubemos levar a coisa: tínhamos noção que podíamos dar-nos muito bem como amigos mas não como namorados, então começámos lentamente e levámos a coisa ao nosso ritmo - no primeiro mês ninguém sabia da nossa história, estávamos a perceber se aquilo dava certo ou não... Só ao fim de um mês é que assumimos perante o mundo que estávamos apaixonados.

E há uma frase, dita por essa minha ex, que encaixa que nem uma luva neste post: "não há nada melhor do que ser amigo de quem se ama". As relações que derivam de uma grande amizade são as melhores... As mais cúmplices, as mais sólidas, aquelas que não abanam por qualquer merdinha. Não há nada melhor do que conhecer a pessoa com quem estamos - isto é importantíssimo, quer nas coisas do dia-a-dia, quer a nível sexual, etc, a todos os níveis mesmo.

Epá, se calhar sou um bicho estranho. Mas relação onde falte cumplicidade não é para mim... As verdadeiras bases de um namoro são a amizade, o companheirismo e a cumplicidade. E agora, pela primeira vez no blog, vou cometer uma inconfidência sobre a minha última relação: com a Lia, uma das coisas que eu sempre senti que nos faltava era a cumplicidade, e por isso abanávamos à mínima merda...

Eu vejo as relações como uma casa: não se começa a construir pelo telhado! Tem que assentar em pilares sólidos, em bases fortes... Uma relação cuja base seja a tesão ou o encantamento, acaba por ter os dias contados... Porque uma vida a dois não se pode basear apenas em fodas divinais - chega a altura de se viver junto e ao fim de pouco tempo a relação abana mais do que uma máquina de lavar roupa a centrifugar :P

Para finalizar o post, acho que muitas vezes se confunde conceitos, nomeadamente confunde-se amor com posse... Amar alguém é ser capaz de lidar com toda a bagagem que a pessoa traz, é ser capaz de gostar até dos defeitos, é querer ver a pessoa feliz - mesmo que não seja connosco.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Página 365 de 365

Dentro de poucas horas, acaba este livro, de 365 páginas. Vou pegar nele e arrumá-lo na estante, para consulta futura das lições que ficaram. Dentro de poucas horas, vamos começar mais um livro em branco, com mais 365 páginas para preencher.

Que 2015 me seja bem melhor que os dois últimos anos múltiplos de 5.

Que 2015 seja um ano de afirmação profissional. Que eu seja capaz de pensar mais com a cabeça e menos com o coração. Que a vida pessoal fique em stand-by, porque aos 27 anos eu tenho é que ser capaz de perseguir cada sonho profissional. Que me desapaixone e não me volte a apaixonar, nem no próximo ano nem nos que se seguem. Que eu seja capaz de me dedicar a 100% à minha vida profissional, que eu tenha força para perseguir cada objectivo, que eu não deixe escapar cada oportunidade. Que haja uma nova casa, um novo lar, seja aqui ou no estrangeiro - viver sozinho é o último passo que me falta para me sentir realmente independente nisto de ser adulto. Que eu me torne mais forte, mais duro, mais impenetrável. Que eu saiba valorizar quem é importante e enxotar quem não acrescenta nada de positivo à minha vida. Que eu ature cada vez menos bullshits, que eu não permita que me façam sentir descartável, que eu deixe de aturar desonestidade intelectual.

Que 2015 traga um Roger bem diferente daquele que toda a gente conhece... Um Roger mais crescido, mais maduro, mais forte, mais capaz, mais confiante. Um Roger que não se deixa pisar por ninguém. Um Roger cada vez mais focado no que quer agarrar. Um Roger mais duro, sim, porque ter este coração mole não me tem servido de muito.

Que 2015 venha com toda a sua força, que me arrebate para novas aventuras e que me faça perceber onde é que pertenço afinal.

Bom Ano, malta!

Post agendado

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Porque é que ainda não é dia 31?!

Longe da família. Natal marcado há alguns anos por acontecimentos negativos. Por isso, o espírito natalício é coisa que não me assiste ultimamente. E como tal, estes dois dias festivos valem pela comida, pela bebida e pela companhia - não tenho a família nuclear por perto, mas tenho uns primos e tenho os colegas (que já considero amigos). Pelo que enfardei forte e feio, só mesmo para lixar a reeducação alimentar dos últimos meses :P

Desta época, salvam-se também o brilho nos olhos e os sorrisos que se sacam quando se acerta em cheio nas prendas. Dizem as más-línguas que os homens não têm jeito para dar prendas. Não têm o carago, que eu cá escolho meticulosamente cada prenda :P Não é difícil, basta ser observador ;)

E, em abono da verdade, também acertaram em cheio comigo. Nomeadamente no seguinte... Conhecido como noctívago, quem vive comigo sabe que a mesa da sala vira "escritório" para mim a esta hora. Mas a pensar no meu conforto, ora toma lá para estares confortavelmente no sofá:

É parecido com este, só não tem o suporte para o copo
E agora, que o Natal acabe rápido sff, que eu já só quero saltar à espinha de 2015. Se prepare que eu vou-lhe usar!

PS - Por mais anos que passem, acho que nunca vou conseguir conter aquela lágrima teimosa que insiste em aparecer quando, via telemóvel, oiço a voz da minha sobrinha a desejar-me Feliz Natal, com o meu sobrinho a palrar ao longe. Por mais anos que passem, acho que nunca me vou habituar à voz embargada da minha mãe por não poder contar comigo à mesa. Por mais anos que passem, acho que nunca vou conseguir habituar-me à ideia de não estar lá, a ver as crianças da família com aquele brilho no olhar a rasgar cada embrulho. Por mais anos que passem, acho que nunca me vou esquecer da pessoa importante que perdi nesta época e que era a segunda mulher da minha vida. Eu bem tento fazer-me de forte, mandar piadolas para o ar, enfardar comida e bebida que nem uma besta, armar-me em Pai Natal de serviço e distribuir as prendas... Mas o meu coração, esse está longe, a muitos quilómetros de distância: em Coimbra (e com uma perninha mais a Norte também)...

PS2 - Não podia ter amigos melhores do que aqueles que tenho! São eles que me conseguem aligeirar esta época festiva, são eles que ainda me conseguem pôr a sorrir e a aparvalhar. Sempre defendi que o Natal é para a família - por isso é que nunca fui capaz de perceber a malta que ainda vai sair à noite na Consoada. Passagem-de-ano é para os amigos, Natal é para a família, sempre vi as coisas assim. Não podendo eu estar com a minha família nuclear, o meu Natal abriu-se para novas realidades. Os amigos são a família que escolhemos, e eu não podia escolher melhor!

sábado, 20 de dezembro de 2014

Resumo de uma noite que não devia ter acontecido

Fui sair.
Bebi demais.
Fiz merda.
Acordei ressacado e sem saber como resolver a merda que fiz.
Foda-se.
Saiu tudo ao contrário do que era suposto. Mea culpa.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Elas querem-se é limpas e cheirosas!

Clicar para aumentar, se necessário

Já disse que adoro as pesquisas do Google que vêm parar ao meu blog, não já? xD
E agora percebo porque é que o post em questão é o mais lido de sempre do blog, com quase 4000 visualizações: há quem goste de fazer pesquisas idiotas, e o Google direcciona estas lindas questões para aquele post xD

Mas como eu sou um gajo simpático e prestável, vou prestar os devidos esclarecimentos à/ao jovem que tem tamanha dúvida xD

Uma mulher cheirosa é um enorme turn-on para um homem. Mas atenção: não vale despejar o perfume pelo corpo abaixo, sobretudo se for para disfarçar falta de higiene! A falta de higiene é o maior turn-off de sempre! Uma mulher até pode ser bonita e interessante, mas se houver desleixo no que toca à higiene, para mim perde todo o interesse! Limpinha e cheirosa é o que se quer. Tomar banho devia ser um acto diário, bem como usar desodorizante, lavar os dentes várias vezes ao dia, e no fim o perfume completa o pacote. Para mim, não há nada mais sexy que uma mulher limpinha e cheirosa: saída do banho, com o cabelo molhado, bem cheirosa... É meio caminho para me deixar em ponto de rebuçado para o tau-tau, daquele do bom xD

Mais do que qualquer roupa, mais do que qualquer maquilhagem, mais do que qualquer produção, uma mulher bem cuidada ao nível da higiene e bem cheirosa consegue despertar qualquer homem!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Montanha-russa de emoções...

A noite de sexta-feira foi de mixed feelings. E eu sabia desde sempre: podia correr muito bem ou muito mal. Porque os momentos que puxam muito pelas emoções nunca encontram um meio termo. E eu sabia que aquela noite ia ficar marcada. Marcada por emoções fortes e por picos de adrenalina.

Comecemos por falar do que correu bem: a actuação. Já quase não me lembrava da sensação de estar em palco, porque há alguns anos que deixei de viver esse momento com muita frequência - apenas muito esporadicamente. Mas os nervos foram-se apoderando de mim ao longo da semana, tirando-me horas de sono, e tornando-me completamente eléctrico ao longo do dia de sexta-feira. Não conseguia parar quieto, sentia aquele nervoso miudinho a percorrer-me o corpo... A coisa foi-se agravando à medida que o dia ia passando. Vocês não sabem, mas eu já sofri de pânico de palco... Consegui superá-lo pelo amor à música, mas quando era miúdo bloqueava em palco (há tristes lembranças e registos das festinhas de Natal e afins quando era criança lol)... Hoje em dia, já não tenho pânico, e consigo abstrair-me de tudo quando entro em palco - o pior são os momentos que antecedem, aí não consigo mesmo controlar os nervos que se apoderam de mim...

Antes de subir ao palco, todo o meu corpo tremia, as mãos suavam e gaguejava ao tentar pronunciar qualquer palavra. É sempre assim... Até ao momento em que o meu pé direito (sempre o direito - a única "superstição" que tenho na vida) pousa no palco. Aí deixo-me dominar pela adrenalina que me corre nas veias e pela minha maior paixão: a música. Aí esqueço o mundo, os problemas, as preocupações, os amores e desamores, as desilusões, tudo! Limito-me a aproveitar o momento, a soltar toda a energia acumulada, a sentir cada letra, a ter um orgasmo emocional a cada acorde. O meu corpo quase ganha vontade própria, e eu pouco ou nada controlo.

Para primeira "live performance", foi muito bom. A escolha de várias músicas em português não aconteceu por acaso: queríamos mais vozes a acompanhar-nos - fechar com "Cai Neve Em Nova York" permitiu isso mesmo. Mission accomplished!

Mas a noite ainda não tinha terminado... Faltava aquele momento em que eu ia saber onde ia passar o meu Natal... Faltava aquele momento onde o prémio é maior do que qualquer distinção, do que qualquer título, do que qualquer ambição profissional. Eu sabia que estava bem posicionado para o atingir, mas também sabia que não era o único - tudo estava em aberto. Não o consegui atingir... Foi para quem também o merecia, foi justo e foi digno. Fiquei feliz por quem atingiu o objectivo, juro, fiquei genuinamente feliz porque foi inteiramente merecido. Mas claro que ficou cá dentro uma certa tristeza, não escondo... Não era a distinção que era importante - embora a valorização saiba bem, obviamente. O prémio é que seria muito possivelmente o melhor que levaria de 2014...

2015 virá com muitos planos e muitas mudanças. Tenho várias ideias, vários caminhos alternativos, vários "plano B". Não sei qual deles vai dar certo, qual se vai concretizar. Mas sei que precisava de fechar 2014 de uma forma diferente daquela que será a real... Mas não posso viver com "se's". Tenho que aceitar as contingências da vida e manter-me firme e focado... Mas, pese embora não ter ficado surpreendido com o desfecho, não deixa de ser um balde de água fria...

Mais do que nunca precisava de um abraço. Um abraço apenas, sem mais nada. Um abraço sem palavras. Um abraço que diga de forma não verbal "estou aqui". Um abraço que surja sem eu ter de o pedir - porque não estou capaz de o pedir, a ninguém... Dizem-me que sou forte - não sou, nunca fui. Um forte nunca teria sucumbido às merdas da vida como eu fiz na fase fundo do poço sobre a qual já falei aqui no blog recentemente... Um forte não choraria as lágrimas de sangue que chorei na última madrugada... Um forte não se sentiria uma merda como eu me tenho sentido nos últimos tempos... Dizem-me que sou forte, mas não sou. Apenas vou tentando ocultar as fraquezas, com medo de ser mais ferido e magoado do que já fui, com medo que voltem a penetrar-me a alma... Apenas vou tentando proteger-me... Apenas tento não preocupar quem gosta de mim... Por isso vou mostrando sorrisos mais amarelados e desviando o olhar, para que ninguém me veja a alma...

Na teoria, tenho tudo para ser feliz. Tenho trabalho - e, embora não seja o sonho da minha vida, é algo que gosto. Tenho uma família fantástica e que felizmente vai tendo saúde. Eu próprio, dentro das condicionantes da minha doença crónica, também vou sendo relativamente saudável. Tenho os melhores amigos do mundo. Tenho um tecto, roupa para vestir e comida na mesa, e tenho os meus pequenos "luxos", as minhas coisas. Tecnicamente tenho o essencial para ser feliz. E não sou infeliz, mas também não posso dizer que me sinto feliz neste momento - sinto-me perdido... As pessoas que mais amo estão longe, demasiado longe... Demasiado longe para partilhar comigo as minhas vitórias, para me consolar nos meus fracassos... Demasiado longe para me abraçarem... Passem os anos que passarem, esteja eu aqui ou na China, sei que nunca me vou habituar à ausência daqueles por quem eu daria a vida.

Tenho todo um mundo para explorar, toda uma vida por viver. Mas grande parte do meu coração está sempre numa cidade chamada Coimbra. E a outra parte está repartida por todos os sítios onde tenho pessoas de quem gosto. Mas Coimbra será sempre a minha verdadeira casa, esteja eu onde estiver.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Quando o sol nasce é para todos - mas cada um tem a sua própria perspectiva!

Sempre fui da opinião que não nascemos todos para o mesmo. Digo isso várias vezes, quando se está a falar de profissões, de carreiras, de vidas profissionais, de hoje em dia valer ou não a pena tirar uma licenciatura, e coisas afins. A verdade é essa, não nascemos todos para o mesmo - e ainda bem. O mundo precisa de variedade, de diversidade. O mundo não precisa só de doutores e engenheiros; também precisa de canalizadores, de electricistas, de carteiros, de padeiros, e por aí fora.

O mundo precisa de diversidade. E eu acho que é precisamente aí que reside a beleza do mundo e da vida: na diferença. Cada pessoa é feliz à sua maneira. Cada pessoa vive cada momento à sua maneira. Cada pessoa traça uma rota à sua maneira. E não estamos todos talhados e formatados para o mesmo.

Aos 27 anos, há uma coisa que sei: ninguém (actualmente) me conhece tão bem como eu me conheço. Em tempos, neste mesmo blog, escrevi isto: "Conheço-me bem, sobretudo desde o dia em que me 'obriguei' a fazer introspecções periódicas, como se de uma máquina se tratasse e as diversas tarefas de manutenção fossem a chave para a durabilidade". E é mesmo isso, obrigo-me a reflectir sobre mim, sobre os rumos que vou tomando ao longo da vida.

E aos 27 anos acho que chego à conclusão do porquê da minha vida amorosa sempre ter sido uma verdadeira montanha-russa: se calhar não é esse o meu rumo... Sim, quero muito ser pai. Sim, sempre quis constituir família. Mas e se o meu caminho não é esse? E se o meu caminho é viajar por aí, conhecer o mundo, ser constantemente desafiado, sair da minha zona de conforto? Não nascemos todos para o mesmo. Se calhar a minha vida amorosa sempre se revelou um desastre porque se calhar não estou talhado para isso. Se calhar nunca tive estabilidade porque o meu desafio pode ser outro. Porque não? Cada um nasce para o que nasce ;)

Estou a pensar seriamente sair da minha zona de conforto no próximo ano. Preciso de aventuras na minha vida, preciso de estímulos - sejam eles quais forem. E os estímulos profissionais são provavelmente os que me estão destinados - a minha vida profissional sempre correu melhor que a pessoal. Começam a surgir vários horizontes, todos eles desafiantes. Se calhar é por esses caminhos que tenho de seguir para me conhecer cada vez mais e melhor, para descobrir o meu verdadeiro sentido na vida.

Se calhar passei estes 27 anos a imaginar a minha vida toda ao contrário, completamente fora do eixo que me pode estar destinado. Se calhar está na altura de ver mais além daquilo que sempre tomei como "certo" - ou vá, como "provável". Se calhar está na altura de deixar de insistir num caminho que claramente não é o meu - ou como diria a Andreia, "se cada panela tem a sua tampa, então eu sou uma frigideira". Se calhar sou mesmo. Se calhar tenho demasiado amor para dar para ser entregue a uma só pessoa, se calhar a minha felicidade não passa por um quotidiano tradicional naquilo que são os padrões portugueses: namorar, casar, ter filhos.

Estou numa fase em que todas as possibilidades estão em aberto. Não vou fechar as portas a nada. Venha o que vier... Numa dessas possibilidades há-de estar a chave para me sentir pleno.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Quem não sabe ser gostado, também não sabe gostar

É uma das coisas em que acredito desde sempre. Pelo simples facto que quem não sabe valorizar os sentimentos dos outros, jamais terá a capacidade de sentir com tamanha intensidade. Há várias formas de não saber ser gostado. É algo que se pode manifestar de várias maneiras. 

Há quem veja os sentimentos dos outros como incondicionais e os tome por garantidos, pensando que pode fazer e dizer o que quiser. Não há amores incondicionais - só entre pais e filhos. Há sempre algumas condições, a maior de todas é o respeito. Mas quem não sabe ser gostado, abusa dessa condição para descarregar frustrações.

Há quem goste de deixar em lume brando. Do género "não te quero agora, mas se estiveres à mão quando eu estiver carente, a coisa dá-se". Põe-se e dispõe-se dos sentimentos alheios, sem haver a preocupação de se estar a magoar.

Há quem prefira dar patadas para afastar. Não mostrando, mais uma vez, a mínima preocupação pelo sentimento alheio.

Enfim, há quinhentas maneiras de se perceber que alguém não sabe ser gostado.

Eu acho que saber ser gostado é uma premissa essencial. Ninguém vai saber amar se não souber ser amado. Ninguém será respeitado se não souber respeitar. Há quem prefira patadas, traições, sacanices. São gostos, pronto :P

Este post acaba por surgir a propósito de uma conversa que tive com uma amiga há uns tempos, onde acabámos a falar deste tipo de situações. Os sentimentos bonitos, positivos, leves e frescos não deveriam acrescentar nada de mau à equação. Mas às vezes acrescentam - precisamente porque do outro lado pode estar alguém que não sabe ser gostado.

Não sei se é pelo facto de, em tempos, ter sido usado como brinquedo, mas acho que passei a ter um cuidado extra no que toca a situações destas. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas não podemos esquecer que do outro lado há sempre uma pessoa com sentimentos, que por gostar de nós está mais vulnerável. Aconteceu-me uma situação assim no Verão passado. Que não era paixão certamente, mas apenas um deslumbramento - ela era uma miúda bem mais nova (18 anos), teve uma pancada qualquer por mim e andou a fazer-me marcação cerrada durante uns tempos. Certamente um deslumbre por um gajo mais velho, não mais que isso. Mas tentei ter o máximo cuidado para não a magoar - até porque já todos tivemos 18 anos, e uma rejeição naquela idade parece o fim do mundo. Abala o ego, abala a auto-estima, abala o amor-próprio, e naquelas idades pode deixar marcas para o resto da vida...

Não sei se sou o único a pensar assim, mas a verdade é que acho que os sentimentos devem ser tratados com pinças, com muito jeitinho e muito cuidado. Porque cada pessoa tem a sua sensibilidade, e nós temos sempre que tentar adaptar as nossas atitudes às sensibilidades de cada um. E isso acaba por ter a ver com algo que muita gente confunde: ser directo e frontal não é dizer tudo o que se quer, às vezes é apenas má educação... Ser frontal e directo é saber exprimir opinião, com a sensibilidade necessária que leve a que a outra pessoa não fique magoada mas perceba o que queremos dizer.

Não entendo as pessoas que são capazes de magoar alguém gratuitamente, só porque sim. Às vezes sinto-me meio alien, ao ver que tenho uma forma de lidar com os outros que nada tem a ver com o que a maioria das pessoas faz... Por isso é que acho muitas vezes que sou do tipo de pessoa que ou se adora ou se odeia: sou muito eu, tenho uma maneira muito própria de ver as coisas, e pouca gente sabe lidar comigo - cada vez menos gente, acho...

As coisas que se aprendem/descobrem na TV lol

Domingo à noite.
Eu e os 4 colegas de casa na sala.
Televisão ligada, na Casa dos Segredos.
Eu no sofá, com o PC no colo, a jogar FM, e a não ligar quase nada à TV.


Há muitas Marias na terra, como se costuma dizer. Mas se Portugal é uma ervilha, o Alentejo ainda mais. Mesmo nome, mesmo dia, e elevadas probabilidades de bater certo.

Já há alguns anos que não há SMS de parabéns. Ao início, depois da coisa correr mal, eu ainda mandava. Mas também tenho o meu orgulho, e deixei de o fazer. Mas telepaticamente (e a escolha desta palavra não foi um acaso), parabéns a ela. 26 anos, também já ela fica mais perto dos 30 do que dos 20...

PS - Esta situação que vou contar quase poderia ir para a rubrica das banalidades e singularidades da minha pessoa. Mas adequa-se a este post. Já não me recordo ao certo se foi em 2008 ou 2009, mas foi com ela que dei uma das maiores barracas que um gajo pode dar com uma namorada (e já tinha havido uma bem pior, logo no início do namoro, mas essa não conto lol). Eu tinha estado a trabalhar até tarde, saí de madrugada. Ela estava acordada, e eu mandei mensagem a dizer que tinha chegado a casa. Mas ela estava seca e brusca. E eu estava a estranhar... "O que se passa?"... De repente cai-me a ficha: era de madrugada, portanto já passava da meia-noite, e era o dia de aniversário dela! E eu estava tão a leste, que me esqueci de lhe dar os parabéns :$ Eu tenho uma memória do carago, que tenho, mas às vezes também sou um bocado distraído :$

sábado, 6 de dezembro de 2014

Aquele post que ninguém percebe...

... e que também não é para perceber...

"A minha vida não prestaaa"
"Cacete!"
"Narizinho!"
"Gordinho!"
"O amor / a amizade não se agradece"
"Porque como acontece sempre... esqueci-me do anexo xD"
"Oh pessoas!"
"E tu também és giro...e bom...e apetecível...e jeitoso...e papava-te xD"
"E oh pxtó...chavaleco c'a mania q'é grande..."
"Dava umas voltinhas contigo xD"
"[19]"
"És tão óbvio tu! (ou sou eu que te conheço como tudo!)"
"Não duvides de nada até ouvires o 'NÃO' definitivo! (se é que isso existe)..."
"Adoro-te como só tu entendes"
"Essa tua veia de jornalista acaba comigo!"
"Pessoas especiais recolhem relações especiais"
"Aquele abraço só nosso"
"Tocas-me com estas pequenas coisas que fazes. E o mais engraçado...é que surgem sempre quando mais preciso delas..."
"Alteras-me... Adoro que o faças... Sabes fazê-lo tão bem..."
"Pareces um cogumelo!"
"SMSa-me"
"És tu... Estranho seria se falasses muito de uma coisa que te dói..."
"- Agora é 'pois'... Isso é que é... Só falas em mono... Mono... Monocoisos... Porra como é que se diz? - Monossílabos - Isso!"
"No fundo já te conhecia antes de te conhecer"
"Bah estou disléxica hoje"
"Beijinho no olho direito"
"Beijinho no nariz"
"Ia escrever/dizer isso agora mesmo!"
"Sintonia de pensamento"
"Somos tão 'iguales' q'até chateia"
"És tão cutchi cutchi"
"Eu sei tudo porque eu sou... uma SABONA :D"
"Seu... Seu... Sua... ESPONJA!"
"Porque tens sido a minha bengala ('velhice é sinal de charme') xD"


"Dezembrices" e carência, parte II...
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