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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Semana louca, mas awesome!

Nunca escondi o meu lado boémio. Estou mais calmo agora, é certo, devido à maturidade, às responsabilidades e também devido ao facto de estar longe do meu núcleo duro de amigos (quer dos amigos de todos os momentos, quer dos amigos da borga). E a verdade é que, quando se vive MUITO a noite como eu vivi até por volta dos meus 21 anos, chega uma altura em que um gajo se cansa um bocado e começa a afastar-se mais dessas lides, porque começa a soar a "mais do mesmo". 

Mas durante alguns anos, fui de facto um puro boémio. Saía com elevada regularidade. E normalmente não eram aquelas saídas tipo "vamos ali até um bar calminho, às 2h vamos para casa", não. Eram noitadas puras e duras, muitas vezes até de manhã, a correr bares e a acabar a noite numa discoteca. Nas semanas de Queima e Latada (que em Coimbra se vivem a 100%) então fui muitas vezes para as aulas com directas em cima ou noites muito mal dormidas. Sempre gostei muito do ambiente nocturno e acho que o facto de ter amigos e familiares próximos envolvidos no meio (donos ou gerentes de bares, DJ's, RP's, barmen e por aí...) acabou por aguçar isso.

Não é de estranhar, portanto, que uma das semanas mais loucas da minha vida tenha sido em Lloret. Confesso que até ia meio em baixo e sem grande espírito, uma vez que dias antes tinha acabado uma relação (que contava com mais de um ano consecutivo, fora o que já tinha havido no passado). E acabei por não aproveitar tanto aquela semana como gostaria, algo que lamento hoje em dia. Mas mesmo assim, não deixou de ser uma semana de loucura. Estava com grandes amigos, num ambiente de grande euforia. Foram muitas noites consecutivas quase sem dormir, muitas saídas, e sim, também com muito álcool à mistura (uma das minhas alcunhas, por essa altura, era Esponjinha xD). Mas considero, apesar de tudo, que foi uma loucura saudável. Não fomos irresponsáveis nem inconscientes ao ponto de armarmos confusões ou de saltarmos de varandas para piscinas. Foi uma festa de amigos, prolongada por uma semana, num outro país (mas onde quase só se ouvia falar português - no ano em que houve uma das maiores enchentes de tugas em Lloret).

De Lloret trouxe amizades ainda mais cimentadas, novas amizades, mais alegria (cheguei lá em baixo, mas saí de lá em altas), recordações absolutamente awesome... E a minha foto preferida ever (não sou nadaaaa fotogénico e odeio que me tirem fotos xD) foi tirada lá também :P
A ida a Lloret teve um outro pormenor marcante, ao qual só prestei a devida atenção meses mais tarde. E embora os assuntos do passado sejam isso mesmo - passado - 7 anos depois ainda me lembro detalhadamente de uma certa conversa no dia anterior à partida. Um sentimento de despedida super intenso e cujo significado só percebi mais tarde. Apesar de esse momento ter acontecido antes da partida, quando me recordo de Lloret, esse momento figura no top 10 das recordações que me vêm logo à memória... Porque está no top 10 das coisas mais marcantes dessa viagem.

Aqui fica uma reportagem dessa altura.
Note-se que o Renato Seabra aparece (1:26min) xD e um grande amigo meu também, mas isso não interessa nada xD
Cliquem aqui para abrir o link (o vídeo não pode ser incorporado)
(Nota: Sim, em 2007 estava no 12º. Não, nunca chumbei. Por idiotice - mesmo!!! - tive os estudos parados durante algum tempo).

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Cara e atitude de "toda a gente me deve e ninguém me paga"

Faz-me confusão e irrita-me, confesso, ver pessoas mal-dispostas e carrancudas a atender o público em estabelecimentos comerciais. Bem sei que dias maus todos temos. Mas no trabalho há que ser profissional e cordial, porque ninguém tem culpa que tenhamos acordado com os pés de fora.

Pior que isso, são aquelas pessoas que são SEMPRE antipáticas e mal-encaradas. Dia após dia, continuam com aquela cara de "toda a gente me deve e ninguém me paga". Dia após dia, respondem torto e com maus modos. Dia após dia, não sabem esboçar um sorriso. Dia após dia, nem sequer se dão ao trabalho de serem minimamente educadas. Quanto a vocês não sei, mas falando por mim: maus modos constantes por parte de funcionários de estabelecimentos, perdem-me como cliente. Porque perco a vontade de ter que encarar com frequência pessoas que não se regem por educação e simpatia e que nem sequer se dão ao trabalho de perceber que um estabelecimento também fideliza o cliente com simpatia. Se o cliente sentir amabilidade do outro lado, a loja/café/restaurante/whatever ganha pontos junto do cliente.

Quando chego a um estabelecimento, a primeira coisa que digo é "bom dia/boa tarde/boa noite". Muitas vezes não oiço de volta esse cumprimento. Regra geral, uma vez que infelizmente já é hábito isto acontecer, nem ligo: ignoro e prossigo. Mas quando me apanham também a mim num dia menos sorridente, aí sai-me quase automaticamente um ríspido "bom dia também para si".

A mim foram-me ensinadas regras de boa educação e de saber estar em sociedade. Foi-me ensinado a saudar com "bom dia", que até pode ser seguido de um "como está?". Foi-me ensinado a pedir com maneiras, com um "por favor". Foi-me ensinado a agradecer, nem que seja os pequenos gestos (a Lia pode comprovar quantas vezes já aconteceu eu dizer-lhe "obrigado" e ela perguntar "estás a agradecer porquê?" xD). Foi-me ensinado a, à saída de um estabelecimento, despedir-me com um "até amanhã" ou "até à próxima". Foi-me ensinado ser educado: não falar com "arrogância" ou rispidez, mas sim com um sorriso na cara e na voz. Foi-me ensinado olhar para as pessoas, nos olhos, quando estou a ser atendido (pronto, às vezes esta escapa, quando estou a contar os trocos na carteira por exemplo :$). E só posso lamentar que se constata que estas regras tão simples de boa educação se estão a perder. 

Obrigado mãe, obrigado pai (e obrigado avós, e obrigado restante família), a maior herança que tenho de vocês é a minha educação, da qual muito me orgulho.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Estou-me a cagar se fico como vilão! Tenho as costas largas!

Pardon my french!

Só devo alguma coisa à minha consciência.
E essa deixa-me dormir tranquilo.
Cansei de ser otário. Não volto a ter mais noites tristes como as últimas. 
Over and out.

Post fechado a comentários, foi só e apenas um desabafo numa noite regada de lágrimas...
EDIT (posterior à publicação do post): desabafo a quente, entenda-se... Há alturas em que nos deixamos cegar pelo desespero e também por uma certa raiva... A minha estadia na blogosfera sempre (desde 2007) se pautou por desabafos diversos, uns mais legítimos que outros, uns mais turvos que outros. A diferença é que no início eu escrevia só para mim, não tinha seguidores e as pessoas da minha esfera pessoal que conheciam o blog sabiam o porquê de alguns posts mais enigmáticos, digamos assim. Agora os meus desabafos são um pouco mais públicos... Porque sou lido por vocês... Mas eu não consigo mudar a minha maneira de ser: este blog é o meu reflexo, com tudo o que tenho de bom e de menos bom. E este espaço faz-me sentido enquanto espaço de desabafo, porque é também assim que encaro a blogosfera desde o dia em que me iniciei. Continuará a ser encarado assim, porque não sei ser de outra forma. Mas há determinado tipo de posts, tipo este, que ficam fechados a comentários, precisamente porque se enquadram nos ditos desabafos pessoais: são posts que (quase) ninguém entende - e escrevi "quase" porque há sempre uma ou outra pessoa da minha esfera pessoal que compreende estes posts mais privados.
Não vou pedir desculpa por ter estes desabafos por aqui de vez em quando, porque não sei ser de outra forma - e este Roger dos desabafos é um Roger ainda mais genuíno do que o Roger do dia-a-dia blogosférico (sou sempre, mas há posts que são tão pessoais que fico mesmo completamente despido). Peço apenas desculpa por fechar os comentários - mas acho que é uma opção legítima e acertada. Beijos/abraços

domingo, 29 de dezembro de 2013

Balanço de 2013

Ao contrário de muitos, eu gosto da passagem-de-ano. Pela questão festiva obviamente, não fosse eu um puro boémio (embora, nos últimos anos, me tenha habituado a passar esta época a trabalhar). E também porque me agrada o simbolismo da mudança de ciclo. Fecha-se um ano, abre-se outro. E eu gosto de aproveitar esta época para fazer o balanço do ano que passou e para traçar metas para o ano seguinte.

A título pessoal, foi um ano merdoso. Não me vou pôr com eufemismos, foi mesmo um péssimo ano. Quase tudo o que tinha ambicionado não se concretizou. Há um ano atrás, quando fazia o balanço de 2012 e estipulava as minhas metas para 2013, dizia assim: "E como não sou supersticioso, o número 13 não me assusta e portanto espero que não só não seja um ano de azar, como espero que seja sobretudo um ano de sorte e que consiga moldar a minha vida da forma que ambiciono". Dou a mão à palmatória: o 13 não correu bem, não. Mas pronto, "apostar nos cavalos errados" também faz parte da vida, agora é virar o foco para 2014.

Blogosfericamente falando... Findei um projecto há uns meses, projecto esse que existia desde 2010, o "Divagações por uma mente complicada". Iniciei um blog de música (clicar para abrir link), ao qual gostaria de dar um pouco mais de atenção e apostar em mais conteúdos, mas a disponibilidade não é tanta quanto eu gostaria. Contudo, continuo e continuarei a dar-vos música diariamente. Depois comecei este mesmo blog, que já conta com mais de 3 dezenas de seguidores, entre aqueles que me seguem desde os projectos anteriores e aqueles que me descobriram há pouco tempo. Agradeço a todos. Não só por terem paciência para ler as patacoadas que escrevo, mas também por serem extremamente participativos. É das coisas que mais gosto nos meus seguidores, confesso. Às vezes vejo por aí blogs que são lidos por centenas de pessoas, mas cuja interacção entre bloggers é quase nula. Agrada-me mesmo o facto de ter seguidores participativos e também por isso não deixo ninguém sem resposta: gosto, mesmo, de trocar ideias convosco. É a minha forma de estar na blogosfera e isso não vai mudar, apenas vai haver uma pequena mudança no blog de música: não se justifica tanto, nesse blog, responder individualmente a cada comentário, excepção feita obviamente a quando se justifica responder-vos a alguma questão.

Ainda blogosfericamente falando, tenho ainda que fazer um pedido de desculpas publicamente, uma vez que nos últimos tempos não tenho sido um seguidor muito assíduo dos vossos cantinhos. Como já disse aqui várias vezes, tenho tido muito trabalho e pouca disponibilidade para vos comentar com a frequência habitual. Mas fica a promessa de voltar à normalidade em breve :)

Relativamente a este blog, vou deixar aqui algumas curiosidades estatísticas:
- em 4 meses de existência, conto com mais de 30 seguidores e mais de 7000 visualizações
- o mês com mais views foi Outubro, com 2444
- do total de visualizações, a esmagadora maioria foi de Portugal (quase 5000), mas também já fui lido nos Estados Unidos, na Rússia, na Alemanha, na Indonésia, na Ucrânia, na Suíça, no Brasil, no Reino Unido, na China, etc.
- os posts mais lidos foram (contabilização efectuada até 28.12.13):
Pedido de Ajuda  (87 visualizações)
Ladies and gentlemen, I'm back! (76 visualizações)

Ao nível do país e do mundo... Os acontecimentos mais marcantes, na minha opinião, deste ano 2013 foram (não por ordem cronológica, mas sim pela ordem da minha "alembradura" lol):

- Jorge Bergoglio eleito como Papa Francisco
- Crise política em Portugal, no Verão, após a demissão de Vítor Gaspar e a demissão supostamente irrevogável de Paulo Portas
- A selecção nacional de futebol conseguiu apurar-se para o Mundial 2014
- Bruno de Carvalho eleito presidente do Sporting
- Sporting passa de ano na liderança do campeonato (a par de Porto e Benfica), depois da pior época de sempre (2012/2013)
- Morte de Hugo Chavéz
- Morte de Nelson Mandela
- O Benfica, em pouco mais de uma semana, perdeu as 3 competições que podia ganhar (Liga Europa, campeonato e Taça de Portugal)
- O Braga ganhou, pela primeira vez, a Taça da Liga
- O Vitória de Guimarães ganhou, também pela primeira vez, a Taça de Portugal
- O Bayern Munique é a equipa-sensação a nível mundial, tendo ganho o campeonato alemão, a Liga dos Campeões, a Taça da Alemanha e o Mundial de Clubes
- João Sousa tornou-se o primeiro tenista português a vencer um torneio ATP
- Rui Costa sagrou-se campeão mundial de ciclismo
- Frederico Morais, jovem surfista português, eliminou a lenda Kelly Slater na etapa portuguesa do circuito mundial de surf
- Os protestos no Brasil, contra a organização do Mundial 2014
- Morreram mais de 70 pessoas em Santiago de Compostela, num acidente de comboio
- Eleições Autárquicas, em Setembro
- Agosto foi um mês negro para os bombeiros portugueses
- Morte de Lou Reed
- Morte de Paul Walker
- Edward Snowden, ex-agente da CIA, denuncia os Estados Unidos por espionagem

Etc etc etc, muitos outros acontecimentos podiam ser incluídos nesta lista. Mas ficam aqueles que melhor me lembro :P

E agora que venha 2014. Que seja um ano melhor, não só para mim mas para todos vocês. Que seja um ano de concretização de objectivos. Espero que alcancem tudo o que desejam :)
Bom Ano Novo!
Até 2014 :)

sábado, 28 de dezembro de 2013

Não tarda estou a cuspir um pulmão...

Já faltou mais para cuspir um pulmão, tendo em conta a tosse com que estou, que não me deixa dormir a mim nem deixa dormir ninguém nesta casa -.-'

Ou isso, ou eventualmente cai-me o nariz, de tanto me assoar: só hoje, já gastei 2 pacotes de lenços - e ainda vamos a meio do dia...

Yap, a merda da gripe não me quer largar -.-'

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz (atchiiiiiim) Natal!

Como já é do conhecimento dos meus seguidores, eu adoroooo o Natal (ironia).
Sou um entusiasta desta época e fico louco de contentamento, não caibo em mim de tanta excitação (ironia).
Como tal, este ano a minha prenda veio umas horinhas mais cedo: fui brindado com uma gripe. Mas como estamos em época de partilha e confraternização, não me custa nadinha partilhar convosco os meus espirros, a minha tosse e a minha dor de garganta :P

Agora fora de brincadeira...
Infelizmente, para mim desde há uns anos que o Natal é uma época dolorosa. Perdi uma pessoa muito importante nesta época. E estou longe dos meus. Para além disso, em 2010 perdi alguém que dava brilho ao meu Natal e que era o puto dos meus olhos: o meu afilhado. Por toda esta conjugação de factores, esta época natalícia deixou de ter para mim a magia de outrora. Contudo, desejo-vos um Feliz Natal. Beijos/abraços.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Como são os bêbados consoante os signos

Gémeos: o que gosta de toda a gente até cair de bêbado.

Confere xD
Os tempos mais boémios já vão longe, mas sem dúvida que era muito assim xD

Ver mais signos aqui (clicar para abrir link)

sábado, 14 de dezembro de 2013

Merdas que estragam uma noite de amena cavaqueira

"Atrás de mim virá quem de mim bom fará."

É só o que tenho a dizer...
Eu sei o que valho. Conheço-me bem, sobretudo desde o dia em que me "obriguei" a fazer introspecções periódicas, como se de uma máquina se tratasse e as diversas tarefas de manutenção fossem a chave para a durabilidade. Conheço a carrada de defeitos que tenho. Tal como conheço as virtudes. Não sou nenhum modelo de virtudes, nem nenhum poço de defeitos. O lado bom e o lado menos bom equilibram-se na maior parte do tempo.

Conhecendo-me bem como me conheço, sei que não sou propriamente a pessoa mais paciente do mundo. Mas também sei que quando alguém ganha a minha confiança e me leva a gostar desse alguém, a minha paciência vira elástico - estica, e estica, e estica. Se sinto empatia, amizade, amor, whatever, acabo por permitir demasiadas coisas. E às vezes abusam. Abusam da minha boa vontade, da minha paciência, das minhas tentativas de manter tudo bem nem que para isso procure esse alguém 500 vezes para acabar com mal-entendidos e azedumes desnecessários. E o quanto me irritam azedumes desnecessários.... Se me querem tirar do sério, respondam-me torto sem motivos aparentes: é meio caminho andado para me verem passado, sobretudo se perguntar 500 vezes "o que é que foi?" e o azedume continuar, em vez de se conversar sobre isso.

Isto tudo para dizer que a minha paciência é de facto como o elástico: estica... Até ao dia em que rebenta. E rebenta quando se nota uma tentativa de me fazer gato-sapato sem apelo nem agravo, quando se nota uma tentativa de forçar uma discussão sem pés nem cabeça. Apesar de não entender, de todo, os motivos aparentes do azedume, percebo que as pessoas têm diferentes sensibilidades. E por isso, faço um pedido de desculpa, seguido de uma explicação. Não surte qualquer efeito, para além da continuação do azedume. Faz-se um segundo pedido de desculpas e o azedume continua. Então porra, aí o elástico rebenta! Ou bem que as pessoas querem resolver mal-entendidos ou bem que não querem. Mas se não querem, deixem-se de amuos idiotas e de forçar discussões! Sobretudo quando não se tem moral nenhuma para falar, porque diariamente fazem o mesmo...

A minha paciência também se esgota... E como todas as pessoas têm as suas sensibilidades, eu tenho as minhas e há coisas que, definitivamente, não aturo. Sobretudo quando são excessivas e completamente desprovidas de sentido.

domingo, 24 de novembro de 2013

Podemos ir já para Janeiro, sff?

Estamos a um mês do Natal... E no me gusta...
Já gostei muito do Natal, quando era miúdo e as circunstâncias eram outras. Mas tudo isso mudou quando perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida, uma segunda mãe que faleceu precisamente no dia 25 de Dezembro... E aí mudou tudo. Deixei de viver o Natal da mesma forma porque essa época ficou irremediavelmente marcada por uma perda importante. Desde então, chego a Dezembro e, se pudesse, passava logo directamente para Janeiro.

Se o cenário natalício já não era bom, pior ficou quando vim para longe de casa. Desde que isso aconteceu, ainda só consegui ir passar o Natal a Coimbra uma única vez... E por muito que não se ligue ao Natal, como eu deixei de ligar, é uma época que só faz pleno sentido quando a vivemos com a nossa família. Aqui, vivo essa época com colegas que já se tornaram amigos, mas como é óbvio não é a mesma coisa. Não estrago o Natal a ninguém, como é óbvio, mas não partilho da euforia natalícia e são poucas as tradições que cumpro: como o tradicional bacalhau na consoada, como uns doces, faz-se uma troca de prendas e está feito o Natal...

Tenho saudades dos Natais da minha infância, no tempo em que eu delirava com esta quadra festiva. O entusiasmo começava no início de Dezembro: no dia 1, outrora feriado, montava-se a árvore e iniciava-se o ritual de comer um chocolate por dia daqueles calendários que certamente fazem parte da infância de cada um de nós. Na véspera de Natal, a excitação mal me deixava dormir. Como qualquer miúdo, sonhava com as prendas que iria receber. Os anos foram passando, eu fui crescendo, mas até certa idade continuei a adorar o Natal, mas com outro significado: estar com a família. Entretanto também a família mudou... Alguns primos já têm filhos, o meu irmão mais velho tem o segundo filho a caminho. Mas também se perderam pessoas... Sim, eu sei que é o rumo natural da vida, mas nunca estamos preparados para ter menos lugares na mesa, nem para nos faltar aquele toque especial no bacalhau, próprio das mãos de avós... A vida tem o seu rumo natural e para morrer só basta estar vivo, mas nós nunca estamos preparados para perder quem amamos...

Aos 26 anos tenho em mim uma certeza: só passarei a viver o Natal com a mesma magia com que o vivia na infância, no dia em que for pai. No dia em que vir os meus filhos entusiasmados com esta quadra, no dia em que os meus filhos começarem a fazer listas de prendas, no dia em que os meus filhos comecem a perguntar logo em Novembro quando é que montamos a árvore. Nesse dia, voltarei a viver esta época com um sorriso genuíno no rosto. Até esse dia chegar, para mim os dias 24 e 25 de Dezembro são dias quase iguais aos outros: a diferença está no facto de, nesses dias, pensar ainda mais na falta que os meus me fazem...

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Professional joke

Já não bastava ser desequilibrado (ver post anterior e respectivos comentários), agora também sou como as putas xD

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Na minha luta entre o coração e a razão, o coração goleia...

Pois que a sôdona Lia, conhecida blogger da nossa praça (agora inactiva) e pessoa importante na minha vida como já é do conhecimento público, descobriu nas "internetes" um teste que determina qual a parte do cérebro que mais utilizamos. Claro que a sua fiabilidade é altamente duvidosa e o seu carácter científico não é comprovado, mas não deixa de ser uma curiosidade. A verdade é que o meu resultado reflecte efectivamente a pessoa que eu sou, ao ponto da Lia dizer que não a surpreendeu nem um pouco.

Qualquer pessoa que me conheça minimamente sabe que eu sou muito mais coração do que razão. E a verdade é que não gosto muito de ser assim... Quer dizer, sim, significa que sou genuíno e que ajo de acordo com as minhas emoções, e isso é positivo. Mas gostava de ser um bocadinho mais racional. Gostava de encontrar um equilíbrio entre o coração e a cabeça. Acho que seria mais saudável para mim e para os que me rodeiam, porque faria de mim uma pessoa mais ponderada, mais sensata. Também é um facto que já fui muito pior nesse aspecto: a pancada que a vida nos dá também nos vai ensinando. E eu tento sempre moldar-me para ser uma pessoa melhor. Mas há coisas que nos são intrínsecas, que fazem parte do nosso ADN, da nossa personalidade, da nossa maneira de estar na vida. E tal como disse anteriormente, ao menos sou genuíno: quando gosto, gosto; quando não gosto, não gosto.

Podem encontrar o teste neste link (clicar para abrir).

E aqui fica o print do meu resultado.

domingo, 17 de novembro de 2013

Baby boom?

Não sei o que é que se passa... Se é alguma coisa no ar, algum ingrediente que passou a constar na alimentação da malta, ou seja lá o que for... Mas toda a gente decidiu, este ano, ter filhos!

A sério, já perdi a conta às pessoas que conheço que teve filhos este ano, ou que está para tê-los. Começando no meu irmão mais velho, que vai ser pai pela 2ª vez em 2014... Passando por amigos, antigos colegas de escola, primos... E agora, o caso mais recente: uma colega de trabalho. É uma colega com quem me dou muito bem e um dia destes já me tinha metido com ela, a brincar que ela podia estar grávida. Porque andava mal-disposta, enjoada, com tonturas. E afinal está mesmo! Basicamente, em todos os meus círculos sociais há pessoas a aderir a este baby boom - só falta aqui no meu círculo blogosférico, ou será que anda aí uma futura mãe ou um futuro pai à solta e não diz nada? :P

Só vejo bebés everywhere. E é assim que se vê o tempo a passar e nos apercebemos que já não somos putos... Começo a ter noção que, tal como eu, a malta do básico e do secundário cresceu... Já não somos nenhuns putos, ávidos de conhecer o mundo. Somos, isso sim, jovens cada vez mais perto dos 30, já trabalhamos, já temos responsabilidades - e eles já estão a formar família.

Este cenário só me aguça (ainda mais) a vontade de também eu ser pai... É o meu grande sonho, o meu grande desejo, a minha maior vontade. Mas é o sonho adiado... Um sonho que tem sido sucessivamente adiado... :/

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Relatos de uma noite bem regada e com alguns momentos WTF. E de uma manhã ressacada...

Ontem fui desafiado por colegas para uma noite de gajos. Não me estava a apetecer muito, mas lá aceitei. Ficou combinado irmos beber uns copos depois do trabalho.
Às 22h, mais coisa menos coisa, lá fomos nós. Primeira rodada de minis, enquanto se fala de futebol. Discute-se o derby de sábado e fala-se do que os nossos clubes têm feito esta época. A conversa depressa resvala para outro tema, e outro, e outro, enquanto as rodadas se vão somando. O espírito estava uma merda, mas a noite estava animada, o ambiente estava porreiro e o meu humor já estava a começar a melhorar.

À 1h da manhã, quase todos decidem ir embora. Cambada de meninos, ainda cheiram a leitinho, digo-lhes. Era o meu lado boémio a falar (que estava adormecido há muito tempo): a noite para mim não acaba à 1h, muito menos hoje. Hoje quero beber para esquecer tudo o resto. Não quero problemas nem preocupações, quero simplesmente desfrutar, enquanto relembro velhos tempos passados em Coimbra: as noites de pura boémia (com alguns exageros, confesso), que terminavam ao nascer do sol. Se certas ruas falassem, tinham tanto para contar sobre mim, por entre gargalhadas ao relembrar algumas tristes figuras. Vivi muito a noite, não me posso queixar de não ter aproveitado bem o fim da adolescência e o início da idade adulta, e era conhecido, por entre amigos, como o "esponja" (devem calcular porquê). Entre os 15/16 e os 20/21 anos, era um boémio nato. E, por vezes, faz-me falta uma noite de pura boémia, para descomprimir e espairecer.

Acabo por ficar só com mais um colega. A conversa acaba por ir para algo que nos atormenta a ambos: assuntos do coração. Cada um a lamentar-se da sua sina. Filha da puta de sorte, comentamos. Mais umas minis, para afogar as mágoas. Sei que as afogámos bem, só não me perguntem quão bem: perdi a conta às garrafas que me passaram pelas mãos. Os exageros dão-me para um destes dois estados: ou eufórico (a rir-me de tudo, sempre na palhaçada) ou emocional. O lado emocional revela-se em pieguice, e pode acontecer de várias formas. Ou me dá para dizer a "toda a gente" que gosto muito delas - e há histórias de episódios célebres: desde calhar cruzar-me no mesmo restaurante com um grupo do secundário que eu não curtia muito e acabar a noite aos abraços a dizer que até os curtia (vá, só alguns lol), até uma passagem-de-ano ligar para a minha melhor amiga da altura (que mais tarde viria a ser namorada) a dizer "oh gémea, gosto tanto de ti, a sério! sabes disso, não sabes? gosto mesmo muito de ti" lol. Ou então o lado emocional dá-me para a "depressão" e para acabar a chorar feito parvo.

Como comecei a ver que o meu estado resvalava para essa "depressão", achei que era melhor dar a noite como terminada. Eram quase 3h da manhã. Antes de ir embora, vou ao WC. Pelo caminho, tive de pedir licença para passar a uma loira, que me fica a olhar da cabeça aos pés. Lá se afasta e eu vou fazer o que tenho a fazer. No regresso, já com o colega à espera para bazar, a loira decide atracar-se em mim. "You're cute". Estrangeira, portanto. Só consigo balbuciar, com cara WTF, "I'm married" enquanto faço os possíveis para esconder as mãos, que denunciam falta de aliança e de respectiva marca inclusive. É, há quem minta para engatar, eu minto para não ser engatado... É, há homens descomprometidos, mas estupidamente apaixonados, que nem em solteiros dão bola a outras... Em 95% dos meus dias, orgulho-me da pessoa que sou, dos valores que me foram transmitidos e de ser um gajo com carácter. Nos restantes 5%, acho-me estúpido e otário, porque quando eu gosto, têm-me na palma da mão, o que leva a que brinquem comigo vezes demais... Mas só até um dia... Enfim, continuando... Saio dali o mais depressa que consigo e dou com o meu colega, que assistiu à cena toda, a rir às gargalhadas. "Então, a gaja queria conhecer-te?", pergunta-me, ainda a rir. "A bifa tem aí muito por onde escolher. E eu não quero saber de mulheres nos próximos 10 anos". É, confirma-se: álcool a dar-me para a "depressão".

Não estávamos em condições de pegar no carro. 'Bora a pé. Já nem andávamos direitos mas que se lixe, precisamos de apanhar ar. Não me lembro bem como cheguei a casa, porque não tenho bem a certeza se subi as escadas a andar ou a gatinhar. Sei que aterrei no sofá e liguei a TV, para ver se me recompunha antes de ir para a cama. No estado em que eu estava, sei que mais vale distrair-me um bocado a ver uma merda qualquer na TV, porque se me deito para dormir começo a ficar zonzo e acabo a chamar o gregório (foram muitos anos a virar frangos, sei na perfeição como o meu corpo responde). Não faço a mínima ideia do que vi, só sei que acabei por adormecer. No sofá, vestido e com a TV ligada.

7h da manhã, acordo com a luz a dar-me na tromba. Merda... Como um dos meus colegas de casa não fazia a mínima ideia que eu estava a dormir na sala, ia buscar uma coisa e acendeu a luz. Soltei meia dúzia de palavrões, motivados pela grande dor de cabeça. "Como é que não viste sequer que a TV estava ligada? Despacha-te lá e apaga a merda da luz, pá!"... Estou todo lixado... Levanto-me, para ver se um duche me ajuda. Nem por isso. Pequeno-almoço no bucho e um comprimido. E agora, aqui estou eu, a fazer tempo para ir trabalhar (porque se me volto a deitar, ferro no sono, de certeza). À Secret Story style, com óculos de sol dentro de casa (true story, não estou a conseguir suportar a claridade) e com uma garrafa de água ao lado, da qual já bebi meio litro... It's gonna be a long, long day...

É, às vezes dá-me para isto. Também tenho os meus momentos de estupidez, que me despertam o lado boémio e me levam para os exageros. Mas, por outro lado, faz-me bem. Porque, nos momentos "fundo do poço" (e como eu conheço bem esse fundo), que era onde eu estava ontem à noite antes de beber a primeira mini, estes momentos boémios fazem-me voltar à vida e perceber que o amanhã é sempre um novo dia - mesmo estando de ressaca.

PS - Acho que foi a primeira vez que me deu para escrever ressacado. Por isso, desculpem lá qualquer coisinha mal estruturada ou algum erro que me possa ter passado.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Hoje é dia de tortura...

À hora da publicação deste post, estarei eu prestes a enfrentar, uma vez mais, a minha grande fobia: agulhas. Estarei portanto a fazer análises.

O ritual é o do costume: começo a ficar nervoso na véspera > não durmo nada de jeito nessa noite > por não conseguir dormir começo a ficar com fome > por estar com fome começo a ficar com a neura > a mistura de fome, sono e neura deixa-me ainda mais nervoso > quando chega a hora de me levantar, por causa da fome e do pânico, ao olhar-me ao espelho vejo a cara de um morto-vivo, tão branca que está > quando chego ao local da tortura estou ainda mais branco e oiço de imediato "está a sentir-se bem?" > sento-me, todo a tremer e prestes a cair para o lado (e às vezes caio mesmo), estico o braço e viro de imediato a cara para o lado oposto (às vezes fecho mesmo os olhos) > muitas vezes oiço de seguida "está muito tenso e a fazer muita força no braço, respire fundo e descontraia" (e penso cá para mim, sem verbalizar: "despache lá essa merda!!!") > quando sinto a puta da agulha, cerro os dentes e os olhos (não é de dor, obviamente, que eu sei que aquela merda não dói nada, é mesmo do pânico!) > quando termina a tortura, respiro fundo e permaneço sentado mais um bocado, para não cair para o lado > levanto-me, zonzo, e, se não cair para o lado a seguir, pego de imediato em algo para trincar (uma barra de cereais, umas bolachas, whatever), vou sentar-me em algum lado até restabelecer o ritmo cardíaco normal e depois vou à minha vida, tomar o meu pequeno-almoço a sério.

Só quem também tem pânico de agulhas é que percebe a tortura que isto é. Estes dias nunca são dias iguais aos outros. São dias em que o nosso sistema nervoso dispara à mínima coisa, por causa do stress e das crises de ansiedade que antecederam a tortura.

Muitas vezes oiço a piadinha "um matulão destes com pânico de agulhas, pfffff!". É uma fobia como outra qualquer... Há quem a tenha só porque sim. No meu caso, deriva de um "trauma" de infância, graças a uma enfermeira bruta que só ela. E, como todos os medos, esta fobia é completamente irracional e incontrolável. Há quem tenha medo de cães, de abelhas, de aranhas, de espaços fechados, de falar em público, de andar de avião, etc etc etc. Eu tenho fobia de agulhas e não tenho problemas em confessá-lo!

Post agendado

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A música é e sempre foi o meu grande motor

Este post foi prometido à CM na sequência de um comentário que lhe fiz há dias no blog.

Há uns anitos atrás, estive perto de concorrer a um programa de TV de descoberta de talentos. Para quem não sabe (sobretudo quem me segue há pouco tempo), eu sou músico amador. Quero dizer, agora já nem tanto, uma vez que desde 2007 que ando mais afastado dessas lides (e quase por completo desde 2011). Mas aprendi a tocar guitarra com 7 ou 8 anos. Mais tarde, já na adolescência, comecei a dar uns toques em piano e bateria. Para além disso, também já fiz umas coisitas como DJ. Durante alguns anos tive uma banda, da qual era vocalista e guitarrista. Portanto a minha vida sempre esteve muito ligada à música, ainda que não o fizesse de forma profissional.

Quando começou o grande boom dos programas de descoberta de talentos em Portugal (com os Ídolos, Operação Triunfo, Academia de Estrelas, etc etc coiso e tal), houve quem decidisse inscrever-me. Mas nunca fui em frente. 

Primeiro, e acima de tudo, porque não considero que tenha uma voz por aí além (e nesse tipo de programas, podes ser muito bom músico mas se não fores um bom cantor, esquece). Sou afinadinho e tal, mas sempre me considerei muito mais músico do que cantor. Segundo, porque não estava preparado para me expor. Eu sei que até nem se pode notar muito, mas eu sou um gajo meio tímido. E gosto muito da minha privacidade. E sei que não estava preparado para lidar com uma súbita exposição mediática. Terceiro, e ainda na sequência do segundo ponto, nunca quis a chamada "fama fácil" (que, neste tipo de programas, em Portugal, acaba por não levar a lado nenhum em termos práticos, porque a grande maioria acaba esquecida). Sempre tive em mim a convicção que, se algum dia a música me levasse a algum lado, que fosse por trabalho árduo e não por me expor, durante meia dúzia de semanas, num programa de horário nobre. Prefiro manter-me fiel a mim mesmo e às minhas convicções, mesmo que isso implique nunca poder viver a fazer aquilo que mais gosto: música. Por último, porque tinha uma relação naquela altura e essa minha namorada, 1000 vezes mais tímida que eu (e reservada, e introvertida... e com uma vida familiar algo complicada...), ia sofrer também os efeitos dessa exposição pública.

Já se passaram uns quantos anos e não me arrependo da decisão que tomei. Hoje em dia, tenho ainda mais noção que não estava preparado para isso. Não tinha maturidade. Nem sequer maturidade musical. Para além de que, com o passar do tempo (e também com ajuda da minha profissão), percebi que pertenço a outro lado: produção musical. O palco não deixou de ser, a par do mar, o meu habitat natural. Mas hoje em dia encaro as coisas de outra forma e percebo que o meu gosto passa muito por fazer música sem estar debaixo de holofotes. Gosto de criar, produzir, fazer nascer a obra e dar-lhe asas para voar.

Se me saísse o Euromilhões, o meu investimento seria nisso mesmo. Iria estudar produção musical junto dos melhores, trabalhar/estagiar com os melhores para absorver todo o conhecimento possível (sou ambicioso e gosto de me rodear dos melhores, para eu próprio um dia poder almejar chegar a esse nível) e depois investir no meu próprio negócio nesse ramo. E a primeira coisa que faria era pegar nas pessoas fantásticas e talentosas com quem partilhei o palco durante o tempo em que tive o prazer de fazer parte de uma banda. Ganhei amigos. Mas há dois que se destacam e que considero como irmãos, o Guga e a Madalena. Para além de serem pessoas extraordinárias, são também músicos com um enorme talento. E faria questão de os levar ao topo. Porque posso garantir-vos: está a perder-se um guitarrista espectacular e uma cantora de outro mundo!

Sôdona Cláudia Maria, aí tem a história :)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O bem-estar de uma criança deve estar acima de todas as discussões dos pais!

Não sigo diariamente o Secret Story - Casa dos Segredos. No entanto, ao domingo é o que vejo cá em casa, com os colegas de casa e trabalho. Mas vejo mais numa onda de matar o tempo do que propriamente por interesse, porque esta edição conseguiu descer ainda mais o nível. Mas pronto, fico ali na sala, a conviver com os colegas e tal.

No entanto, há uma situação da qual me apraz falar - porque não consigo mesmo calar-me em determinadas situações. Contextualizando a coisa, para quem não conhece a história: um ex-casal de namorados entrou com um segredo conjunto, "temos uma filha em comum". Acontece que a relação acabou mal, ela ainda gosta dele mas ele anda ali na casa a flirtar com outra. Os ciúmes fizeram estoirar a bomba, surgiu uma discussão e ele acabou por revelar o segredo.

Agora que já contextualizei a história...
Homem que ofende e deixa que ofendam a mãe dos seus filhos nem merece ser chamado de Homem. Ponto. E eu não falo de cor...

Como já sabe quem me seguia no antigo blog, eu já estive perto de ser pai, aos 17 anos - não foi irresponsabilidade, os acidentes acontecem mesmo. A minha namorada da altura acabou por sofrer um aborto espontâneo, aos 6 meses de gestação, e perdemos então o nosso Tomás. A nossa relação, nessa altura, não era um mar de rosas - por minha culpa. Eu ainda tinha sentimentos por uma ex-namorada (sim, assumo que na adolescência fui um gajo emocionalmente instável). E, já a Carolina estava grávida, estivemos um tempo separados por causa dessa situação. Mas o filho era dos dois! E nunca me passou pela cabeça abandonar o meu filho ou deixar de apoiar a mãe dele. Segui atentamente a gravidez, fui a todas as consultas, fiz tudo o que um pai deve fazer. Mais tarde reatámos o namoro, cerca de uma semana antes de perdermos o nosso filho.

Eu e a Carolina acabámos em Março de 2007. Já lá vão 6 anos e meio. E NUNCA ninguém ouviu ou vai ouvir-me falar mal dela. Sim, ficou a amizade. E ficou também uma enorme admiração, um enorme carinho e um enorme respeito. E todos esses sentimentos se alargam à família dela. Eu já não estou por Coimbra há alguns anos, mas, depois de acabarmos, sempre que encontrei os pais ou a irmã da Carolina, falei-lhes com a maior naturalidade. E a Carolina também fala sempre extremamente bem à minha família. A relação acabou, a paixão também, mas ficaram sentimentos muito bonitos (para mim, o respeito é o sentimento mais bonito que se pode ter por alguém!). E acima de tudo, ficou a memória de um filho em comum. Ficou a memória dos momentos bons e ficou a memória dos momentos maus - só quem passa por isso é que imagina a dor de perder um filho. Sofremos muito, chorámos muito. E eu considero que só eu e a Carolina é que sabemos tudo o que passámos - acho que nem mesmo as nossas famílias sabem tudo o que sofremos.

Seguimos ambos caminhos diferentes. Se calhar, daqui a 20 anos até podemos já nem estar na vida um do outro, podemos não saber um do outro. Mas a Carolina será sempre a mãe do meu primeiro filho e vou ter-lhe SEMPRE o maior respeito.

Por tudo isto é que digo que não falo de cor... Não consigo conceber que um gajo enxovalhe a rapariga que, acima de sua ex-namorada, é a mãe da sua filha. Menos ainda que a mãe do gajo enxovalhe a moça, chamando-lhe perseguidora, psicopata e insinuando que a rapariga engravidou de propósito para prender o gajo. Tudo isso até podia ser verdade, tudo bem. Mas são coisas que não se dizem, há uma criança no meio porra! E muito menos se fazem estas afirmações em directo num programa em horário nobre, perante todo o país. A roupa suja lava-se em casa, sempre ouvi dizer. Os problemas resolvem-se entre quatro paredes. E, acima de tudo, devem ser resolvidos pelos pais da criança, sem a interferência de familiares, senão a miúda vai crescer num ambiente de batalha campal!

Os pais não se inscreveram no programa? Não aceitaram ter aquele segredo conjunto? Então agora aguentem-se à bomboca, mas tentem minimizar as desavenças, para bem da miúda. Não creio que a criança, daqui por uns anos, vá achar bonito ver o pai e a avó paterna a ofender a mãe. Filhos não seguram casamentos, é verdade. Mas o superior interesse da criança deve estar acima de tudo! Um filho nunca pode ser feliz se se vir a ser disputado pelos pais!

domingo, 6 de outubro de 2013

Evito médicos o mais que posso, mas não sou irresponsável...

Os últimos dias deram-me a real noção que não posso continuar a adiar o inadiável...
Acho que chegou a altura de ir fazer um check-up, porque não me tenho sentido na minha melhor forma.

Apesar de sempre ter passado a vida em médicos (devido a um problema cardíaco), nunca consegui habituar-me à "vida de hospital". Odeio hospitais, odeio ter que ir ao médico, odeio ter que tomar medicação, odeio sentir-me condicionado por questões de saúde. E, pior que tudo, tenho pânico de agulhas - yap, podem gozar, mas é verdade. Pelo que acabo por fugir sempre "com o rabo à seringa" e evito médicos sempre que possível.

Mas vou ter que dar a mão à palmatória e admitir que não me ando a sentir muito bem. Nos últimos dias foi o sistema digestivo que teve uma avaria técnica como só me lembro de ter tido uma vez na vida (há uns 15 anos atrás). Avaria técnica essa que até me impediu de ver ontem o meu Sporting, porque sair do WC era uma missão impossível. Vomitei mais nos últimos 2 dias do que nos últimos 2 anos, ao ponto de estar tão abananado que nem sei se ainda tenho cérebro.

O corpo está a pedir-me descanso. E eu vou fazer análises mais por descargo de consciência do que outra coisa, porque tenho plena noção que isto tudo se deve a cansaço extremo, stress e problemas pessoais. Esta mistura está a dar-me perturbações de sono (ora durmo muito, ora durmo pouco, ora só consigo dormir fora de horas, etc) e problemas digestivos (o stock de Eno e águas com gás desta casa tem desaparecido à minha pala).

Ora sabem o que é que eu precisava mesmo? De uma semana numa ilha DESERTA, de papo para o ar, sem fazer nada para além de respirar e mexer os olhinhos (ou pouco mais que isso, vá). Mas à falta de melhor, vou ali até ao outro lado, ver se me recomponho à base de algum descanso e torradinhas...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Eu sou péssimo a detectar parecenças, mas há gente que abusa mesmo xD

Quem me conhece sabe que eu sou um zero à esquerda a ver parecenças. Excepção feita a quando as pessoas são mesmo a cara chapada de outras, tipo o Tony Carreira e os filhos - o focinho de um é o focinho dos outros! Mas, regra geral, fico com cara WTF quando oiço comentários "ah tem mesmo a boca da mãe" ou "o formato do queixo é igual ao do pai" e outras coisas do género. Pronto, é um facto, não sei avaliar parecenças.

Mas há quem seja mais cego que eu xD

Hoje, no trabalho, uma colega diz-me:
"Há um concorrente na Casa dos Segredos que é mesmo parecido contigo". Bem, como já descobri que existem sósias meus espalhados por esse país fora e quiçá até pelo mundo (sim, é verdade, toda a gente já conheceu alguém parecido comigo LOL), lá fui ver quem era o tal gajo que era parecido comigo. Fui ver o site do Secret Story e ela lá mostrou: era este gajo (clicar para abrir).

Escusado será dizer que não tem nada a ver... Vá, pronto, também sou loiro e às vezes tenho a barba assim. Ah e também sou alto - quase 1.90m... Mas fora isso... Não tenho o cabelo tão curto e o penteado também é completamente diferente (embora em tempos já tenha usado assim parecido), tenho olhos a puxar para o claro e tenho a cara mais redonda e mais "bolachuda" digamos assim. Até diria que o gajo parece um conhecido meu dos tempos de escola. Agora, parecido comigo?! Enfim, eu posso ser péssimo em parecenças ao ponto de já me terem dito que devia ir ao oftalmologista, mas alegra-me saber que há quem seja BEM PIOR que eu xD

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Eu e as merdas que me acontecem

Como a vidinha até já andava muito boa, só me faltava mesmo desmaiar (cansaço acumulado, noites mal dormidas e afins), ir de focinho ao chão e ficar com a fronha negra -.-'
Sou mesmo um gajo de sorte, hein?

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Hibernei

Vou hibernar durante as próximas 48h, está bem?
Ou isso, ou afogar-me em trabalho. Um hábito muito meu: quanto mais ocupado estou, menos tempo tenho para pensar no que me custa pensar.

See you soon.
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